Nutrição Sustentável


Nutrição Sustentável - Para uma saúde verdadeira

23/02/2011

Brasil se torna membro de painel da ONU


A ministra do meio ambiente, Izabella Teixeira (foto), aceitou o convite de Ban Ki-moon (secretário-geral da ONU) para compor o Painel de Alto Nível sobre Sustentabilidade Global.
O Brasil não foi o único novo membro, pois Barbados também passou a integrar o painel. A próxima reunião do colegiado, que será a primeira com os novos membros, está marcada para os dias 24 e 25 na Cidade do Cabo (África do Sul).

O painel foi criado em agosto de 2010 e é focado na discussão de oportunidades e desafios do desenvolvimento sustentável. Personalidades do eco-desenvolvimento se encontram lá para discutir novas ideias para nosso planeta.

O objetivo principal é discutir uma economia “verde”, com baixas emissões de carbono e capaz de erradicar a pobreza no mundo.

http://eco4planet.com/blog/2011/02/brasil-se-torna-membro-de-painel-da-onu/

20/02/2011

Cientistas criam o “super arroz”


Na década de 60, o IRRI (sigla em inglês para Instituto Internacional de Pesquisa do Arroz) criou o “arroz milagro”. Esse arroz foi responsável por multiplicar por 10 o rendimento por hectare de plantação e evitou que Índia e outros países da Ásia passassem por grandes crises de fome. Mas os tempos agora são outros e o IRRI tem uma nova missão: Desenvolver o “Super Arroz Verde”.

O novo tipo de arroz precisa ser resistente às bruscas mudanças climáticas e, de preferência, usar menos água.

“O que tentamos é criar distintas variedades de arroz que ofereçam um bom rendimento aos agricultores com um menor uso de adubo e que ainda sejam resistentes às condições ambientais desfavoráveis, como as inundações, a seca, as bactérias, as más ervas e a alta salinidade da água”, explica Jaouhar Ali, cientista do IRRI.

O cultivo de arroz consome cerca de 30% da água usada em regiões agrícolas do mundo todo, na Ásia a porcentagem chega a 80%. Ali diz que ”Para 2025 calculamos que a demanda por arroz no mundo terá aumentado 40% e ao mesmo tempo entre 15 e 20 milhões de hectares de arrozais sofrerão escassez de água”.

O IRRI já cruzou cerca de 250 variedades de grãos e também experimentou híbridos, para obter uma semente que permita colher mais arroz com menos água e sementes.
Testes ocorreram em 15 países da Ásia e da África e as sementes se saíram bem em terreno seco, inundado e com alta salinidade. Elas também se garantiram durante uma invasão de ervas prejudiciais.

O maior obstáculo para criar novas variedades de grãos pelos países em que o arroz é parte da dieta básica da população ainda é a falta de dinheiro. Por isso o instituto ganhou uma doação de US$ 18 milhões da Fundação Bill e Melinda Gates, do fundador da Microsoft.
Caso você esteja pensando que o super arroz é feito por modificações genéticas artificiais, fique tranquilo pois ele é resultado de dezenas de cruzamento de espécies diferentes de arroz de todo o planeta para, dessa forma, ser criada uma nova mais forte. Como Mendel fez com suas ervilhas, sabe?
Jaouhar Ali lembra que o objetivo não é criar uma variedade nova, mas adaptar as mais consumidas em cada zona do mundo para as novas condições ambientais que o grão vai enfrentar sem mudar o tempo da colheita e sem fazer o arroz ficar com qualidade inferior. Ali diz que ”Temos que nos adaptar ao gosto de cada país porque o arroz que se consome no Vietnã não é igual ao que comem no Sri Lanka” (e com certeza é diferente do nosso também).

Por conta dos bons resultados durante os testes, os pesquisadores devem distribuir o arroz para 20 milhões de pequenos agricultores em um prazo de quatro a dez anos.

Isso deve render um aumento de 13 milhões de toneladas por colheita de arroz, gerando US$ 2,6 bilhões adicionais para esse setor.

http://eco4planet.com/blog/2011/02/cientistas-criam-o-super-arroz/

Programa Mata Viva promove sustentabilidade na agricultura


O Programa de Adequação e Educação Ambiental Mata Viva está contribuindo para a sustentabilidade na agricultura no Brasil. Desenvolvido pela BASF, sob a gestão estratégica da Fundação Espaço ECO (FEE), os agentes do programa diagnosticaram mais de 5.000 hectares em 28 propriedades agrícolas durante 2010. A ação foi realizada em parceria com nove cooperativas agrícolas e clientes da unidade de Proteção de Cultivos da BASF de todo Brasil.

Desde 2008, o projeto já plantou cerca de 360 mil mudas, o que corresponde a uma área aproximada de 215 campos de futebol readequados ambientalmente. A perspectiva é de que, até abril deste ano, mais 300.000 mudas de espécies nativas sejam plantadas atingindo um total de 650.000 unidades, aumentando a área revitalizada em 180 campos de futebol.  

“A BASF e a FEE atuam para auxiliar os produtores na adequação ambiental de acordo com a legislação. As cooperativas agrícolas se destacam no empenho em participar do Programa Mata Viva, no que se refere ao reflorestamento, e posicionar o Brasil como um país forte na agricultura e preocupado com o meio ambiente”, elogia o gerente de Stewardship da Unidade de Proteção de Cultivos da BASF, Vinícius Ferreira Carvalho. As cooperativas dos Cafeicultores e Citricultores de São Paulo (Coopercitrus) e Regional de Cafeicultores de Guaxupé (Cooxupé), por exemplo,  revitalizaram, apenas em 2010, áreas em suas respectivas regiões que somadas correspondem a 37 hectares plantados com 62.000 mudas.    
 
Dentro do Programa, o Teatro Mata Viva levou conhecimento sobre sustentabilidade e atitudes responsáveis  a 13.000 crianças, somente no ano de 2010. “As atividades são uma forma de despertar nas crianças a consciência ambiental, para que elas tenham uma postura ativa diante das questões ligadas ao tema. Elas são como pequenos agentes multiplicadores, e podem tomar, desde cedo, decisões mais responsáveis e promover a sustentabilidade”, enfatiza Carvalho.  

As crianças que participam do Programa têm entre 9 e 10 anos e cursam o quinto ano (antiga 4ª. série) do ensino fundamental. A programação inclui peça de teatro e atividades lúdicas. O Programa também oferece palestras sobre temas relativos ao meio ambiente para os adultos. Ao todo, 80 entidades públicas e privadas, em comunidades ligadas ao agronegócio de seis importantes regiões agrícolas do Brasil, foram beneficiadas.  

Outra iniciativa de educação ambiental do Mata Viva é o Atlas Ambiental, que foi lançado recentemente na rede pública de ensino de Campo Mourão, no Paraná, e contempla 5.000 alunos do sexto ao nono ano do ensino fundamental do município e região. Em 2011 esse projeto será expandido para mais dois municípios paranaenses. O material tem infográficos tridimensionais, mapas e imagens exclusivas de satélite e foi incluído oficialmente na grade curricular dos estudantes da rede pública de ensino do município. O projeto já está na segunda etapa na cidade de Bebedouro (SP), primeiro a contar com o Atlas Ambiental nas salas de aula. No interior paulista, mais de 6.000 alunos contaram com o apoio do material.   

O Programa Mata Viva nasceu há 26 anos, quando a BASF iniciou a restauração de 128 hectares de Mata Atlântica em um trecho de quatro quilômetros da margem direita do Rio Paraíba do Sul, na fábrica da empresa em Guaratinguetá. A partir de 2005, com a criação da Fundação Espaço ECO, o Mata Viva foi ampliado e começou a beneficiar diretamente agricultores e comunidades agrícolas.

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FAO propõe sistemas para produzir alimentos e energia



A FAO Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação lançou ontem (18/02/11) o relatório Fazendo Sistemas Integrados de Alimentos e Energia Trabalharem pelas Pessoas e pelo Clima*. O estudo se baseou em situações vivenciadas na África, na Ásia e na América Latina e em alguns países desenvolvidos, com o intuito de atender principalmente à demanda das comunidades rurais pobres e propor alternativas de redução de GEES Gases de Efeito Estufa.

Alguns dos exemplos citados são usar sobras de cultivos de arroz para a produção de bioenergia ou restos de árvores frutíferas. Mais uma proposta apresentada é que se produza biogás, para evitar o consumo de combustíveis fósseis e fertilizantes químicos. Um dos países que já utiliza o mecanismo é a República Democrática do Congo. 

Trabalhadoras rurais de nove Estados da Amazônia participam de formação para fortalecimento de experiências produtivas

Cerca de 70 mulheres trabalhadoras rurais de nove Estados da Amazônia reúnem-se, a partir desta segunda-feira (21), no município de Benevides, para compartilhar formas de enfrentar dificuldades ao gerir seus empreendimentos, e trocar experiências e saberes umas com as outras. 


São mulheres quilombolas, negras, indígenas - atuando como artesãs, pescadoras,
agricultoras, extrativistas, entre outras - que estarão no 2º módulo do Programa de Formação para Fortalecimento de Iniciativas Empreendedoras de Mulheres Rurais da Amazônia: construindo, integrando e disseminando saberes em agroecologia. A iniciativa, promovida pela Rede de Mulheres Empreendedoras Rurais da Amazônia (Rmera), segue até o dia 25 de fevereiro.



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07/02/2011

Preço da terra bate recorde no Brasil

 
As terras mais valiosas do país estão no sul, onde houve alta de até 92,3% de janeiro a dezembro de 2010, e no sudeste
 
De carona não só no aumento dos preços dos alimentos, que atingiram em janeiro as maiores cotações em 21 anos no mundo, o valor das terras no Brasil disparou. No fim de 2010, o preço médio da terra alcançou níveis recordes e a maior valorização anual desde 2008, revela pesquisa Informa Economics / FNP.

No sudeste, nordeste e norte, o preço do hectare chegou a dobrar em algumas
regiões entre janeiro e dezembro de 2010. Em áreas do sul do país, houve alta de até 92,3% no mesmo período, como nas terras de pastagens de Cerro Azul (PR). A maior variação ocorreu em Aripuanã (MT), no centro-oeste. Lá a cotação do hectare de mata de difícil acesso, destinada a reserva florestal, subiu 105,6%, de R$ 170 para R$ 350 por hectare.

Mas as terras mais valiosas do país estão no sul e sudeste, regiões dotadas
de melhor infraestrutura. Quem liderou o ranking das terras mais caras em 2010 foram as várzeas para arroz em Rio do Sul (SC). O hectare fechou o ano valendo R$ 43 mil, alta de 23% em 12 meses. Na sequência, estão Ribeirão Preto e Sertãozinho (SP), onde um hectare custava em dezembro de 2010 R$ 24 mil, com alta de 20% em um ano.

O levantamento, que mapeou os preços à vista de negócios fechados em 133
microrregiões do Brasil, mostra que o movimento de alta de preços das terras em 2010 foi generalizado: de áreas de mata e pastagem às terras roxas para café, cana e grãos.

Na média do país, o preço de um hectare atingiu no último bimestre de 2010
R$ 5.017, com alta de 9,1% em relação a janeiro de 2010, índice que é quase o dobro do registrado em 2009 (5%). Descontada a inflação oficial de 2010, de 5,91%, o aumento real do preço da terra foi de 3,2%.
 Agência Estado
 

06/02/2011

Em 2025 o mundo com sede

"Água pra beber, água pra limpar, água pra banhar, água pra irrigar... controle seu desperdício, senão além de morrermos de sede também podemos morrer de fome, afinal quem é que vai refrescar nossas plantações? Ou você também acha que a comida vem do saquinho do supermercado?"



Dois terços da população mundial em 2025 não terão acesso à água potável se nada for feito para evitar a escassez

A natureza pode ser irônica quando responde às agressões causadas pelo
homem. Exemplo disso é a relação da humanidade com a água, o líquido mais abundante da Terra. Tratamos tão mal nosso planeta que acabamos nos colocando numa realidade catastrófica, de dupla face: ao mesmo tempo que corremos o risco de afogar nossas cidades sob a água salgada do mar, padecemos da falta de água doce.

De um lado, está o aquecimento global, com o conseqüente derretimento das
geleiras e a elevação do nível dos mares, que ameaça desalojar bilhões de habitantes das zonas litorâneas. De outro, há o esgotamento das reservas de água potável do planeta. Em outras palavras, estamos chegando à mesma situação extrema de um náufrago, que se vê com água por todos os lados, mas sem nenhuma gota para beber.

Relatórios da Organização das Nações Unidas (ONU) repetem o diagnóstico cada
vez mais alarmante: mais de 1 bilhão de pessoas - o equivalente a 18% da população mundial - não têm acesso a uma quantidade mínima aceitável de água potável, ou seja, água segura para uso humano. Se nada mudar no padrão de consumo, dois terços da população do planeta em 2025 - 5,5 bilhões de pessoas - poderão não ter acesso à água limpa. E, em 2050, apenas um quarto da humanidade vai dispor de água para satisfazer suas necessidades básicas.

A escassez de água não ameaça apenas com a sede. Traz a morte na forma de
doenças. Segundo a ONU, 1,7 bilhão de pessoas não têm acesso a sistemas de saneamento básico e 2,2 milhões morrem a cada ano em todo o mundo por consumir água contaminada e contrair doenças como diarréia e malária.

A água potável é um bem raro por natureza. Quase 97,5% da água que cobre a
superfície da Terra é salgada. Dos restantes 2,5%, dois terços estão em estado sólido, nas geleiras e calotas polares - de difícil aproveitamento. A maior parte da água em estado líquido encontra-se no subterrâneo. Lagos, rios e lençóis freáticos menos profundos são apenas 0,26% de toda a água potável.

É dessa pequena fração que toda a humanidade (e boa parte da flora e fauna)
depende para sobreviver. É claro que, a princípio, fontes não deveriam esgotar-se, com o ciclo da água garantindo a permanente renovação do volume de rios, lagos e lençóis freáticos por meio das chuvas, originadas pela evaporação dos mares. A água está em eterna reciclagem, há bilhões de anos. A questão é o descompasso entre o tempo necessário para essa renovação e o ritmo em que exploramos os recursos hídricos.

DESEQUILÍBRIO


O primeiro problema é o desequilíbrio na distribuição - um desequilíbrio que começa pela geografia física e segue pela economia. Alguns países têm muito mais água do que sua população necessita. É o caso do Canadá, da Islândia e do Brasil. Outros são situados em regiões extremamente secas, como o norte da África, o Oriente Médio e o norte da China.

Como resultado dessa má distribuição, um canadense pode gastar até 600
 
litros de água por dia, enquanto um africano dispõe de menos de 30 litros para beber, cozinhar, fazer a higiene, limpar a casa, irrigar a plantação e sustentar os rebanhos.

As populações que habitam as áreas mais áridas da Terra vivem o que se chama
"estresse hídrico", uma reunião de fatores ambientais, como falta de chuvas, e socioeconômicos, como crescimento demográfico alto, que resulta em gente demais para água de menos.

Casca de banana pode ser usada para limpar água contaminada por metais pesados

"Mais uma ótima idéia que incentivará o crescimento da Nutrição Sustentável. Desperdiçar casca de banana? Jamais! Já sabemos que ela é ingrediente para bolos, bifes e etc, agora também serve para despoluir rios. Muito bem pesquisadores."

Milena Boniolo, doutoranda em química pela Universidade Federal de São Carlos (Ufscar) desenvolveu uma maneira barata e ecologicamente correta de retirar os metais pesados que contaminam muitas águas. A única matéria-prima usada no processo é a casca de banana, que após um pequeno tratamento pode substituir diversos produtos químicos.
 
A inspiração de Milena foi o desperdício das cascas de banana, segundo ela, somente na capital paulista, os restaurantes descartam semanalmente quatro toneladas do material. Além disso, os resíduos orgânicos também são jogados fora inadequadamente por empresas e famílias.
 
A busca por diferentes estratégias de despoluição da água é uma constante na vida da pesquisadora. Porém, os métodos testados anteriormente eram caros e mais complicados, fator que dificultava a sua aplicação em pequenas indústrias.
 
Com o uso das cascas de banana esse problema pode estar com os dias contados. Por ter pouco interesse comercial, a matéria-prima é concedida gratuitamente por diversas empresas. A transformação da casca em pó é simples e não necessita de tecnologias avançadas, basta deixá-las expostas ao sol por aproximadamente uma semana, até que elas sequem e possam ser trituradas. Feito isso, os resíduos passam por uma peneira especial para que as partículas tenham tamanho uniforme e assim estão prontas para o uso.
 
O pó é despejado na água poluída e, por estarem carregadas de moléculas negativas, atraem os metais pesados, que são naturalmente carregados positivamente.
 
O trabalho é feito sem gastos desnecessários com energia e o resultado é um índice de descontaminação de aproximadamente 65%. Isso significa que se a água passar por esse processo mais vezes a descontaminação pode ser ainda maior.
 
Os testes foram feitos com urânio, porém se mostram efetivos também com outros metais como cádmio, chumbo e níquel. Para limpar cem mililitros de água é preciso de cinco miligramas do pó feito da casca de banana.

O resultado da pesquisa feita por Milena Boniolo foi apresentado em sua dissertação de mestrado no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen). A pesquisadora tem convites para apresentar sua ideia no Brasil e no exterior. Apesar disso, ela explica que ainda precisa encontrar parceiros para que o produto possa ser feito e utilizado em grande escala.