Nutrição Sustentável


Nutrição Sustentável - Para uma saúde verdadeira

28/03/2011

Designer usa técnica de refração para manter moscas longe de alimentos


O designer mexicano José de la O criou uma esfera anti-mosca ecologicamente correta, baseada em uma técnica antiga usada tradicionalmente em comércios de alimentos ao ar livre: a refração da água. A utilização de um saco plástico cheio de água pendurados no teto de quiosques nas ruas, é uma forma de espantar as moscas para longe na maioria dos mercados urbanos de alimentos.  Foi pensando nisso que o designer mexicano criou a esfera anti-mosca e a colocou à venda pela internet. 

O conceito tem como tese, a refração que pode confundir algumas espécies de insetos, especialmente a mosca, que conta com um conjunto de olhos imensamente sensíveis dos quais permitem que vejam simultaneamente em múltiplas direções. O senso de direção destes animais baseia-se na direção da qual provém a luz do sol e de acordo com entomologistas (que estudam insetos), a luz refratada confunde o inseto e ele foge.

Embora algumas pessoas acreditem que sacos plásticos transparentes com água afastem diversos tipos de insetos voadores, a maioria acredita que o sucesso desta técnica sirva somente para moscas dotadas de olhos complexos.

Há controvérsias quanto à eficácia desta metodologia, críticos definem como lenda e atribuem as histórias de sucesso às pessoas que confundem a correlação e causa, ou seja, para medir a eficácia é necessário considerar a frequência com que estes animais ocorrem. De qualquer forma, a mosca pode carregar nas patas milhões de microorganismos que, dependendo da quantidade, causam doenças.

Além da solução oferecida por José de la O, as pessoas podem fazer os seus próprios repelentes, usando apenas um saco transparente e água. Assim, a exposição dos alimentos às doenças transmitidas por insetos pode ser reduzida consideravelmente.

18/03/2011

Prejuízo da agricultura orgânica foi menor que o da produção convencional na serra fluminense

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil


Rio de Janeiro - Embora os produtores orgânicos tenham sofrido perdas em decorrência das fortes chuvas que assolaram a região serrana fluminense em janeiro, os prejuízos registrados pelo setor foram menores que os da agricultura tradicional. Essa é a principal conclusão do relatório apresentado hoje (18) pela Sociedade Nacional de Agricultura (SNA). A exemplo do que ocorreu com os agricultores convencionais, os produtores orgânicos foram afetados também por dificuldades no escoamento e pela falta de energia, entre outros problemas. Mas, devido às práticas agroecológicas, que incluem não desmatar e cuidar dos rios e das matas ciliares, as propriedades foram menos afetadas pelas fortes enxurradas de janeiro e, consequentemente, perderam menos.

“Por mexer menos na natureza, por cuidar mais do meio ambiente, ter áreas de produção, além de uma produção variada. Eu acho que essa lição deve ser pensada nos municípios”, disse à Agência Brasil a diretota da SNA Sylvia Wachsner. O relatório foi divulgado pelo Fórum de Desenvolvimento Estratégico da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), em Teresópolis.

A Comissão da Produção Orgânica do Rio de Janeiro (CPOrg-RJ), ligada ao Ministério da Agricultura, levantou informações referentes ao período de janeiro até o dia 17 de fevereiro que mostram que a situação mais crítica foi enfrentada pelos produtores orgânicos no assentamento agrário Fazenda Alpina, em Teresópolis. Naquele assentamento, 45 das 93 famílias perderam tudo, incluindo casas, benfeitorias e terras agricultáveis. No Sítio Solstício, o produtor rural Renato Agostini, que já fazia a comercialização de seus produtos no varejo, sofreu perdas de lavoura não só pelas chuvas, mas pela falta de energia que se seguiu à enxurrada. No distrito de Itaipava, em Petrópolis, a família do produtor rural Shigeharu Katsumoto perdeu toda a produção em 500 metros de estufas, mais 1.000 metros quadrados de mudas de árvores frutíferas e hortaliças.

Em Nova Friburgo, foi registrada perda parcial do galpão de flores e frutas de produtores da localidade de Vargem Grande. Em São José do Rio Preto, uma fábrica de ração teve perda de maquinário e matéria prima, além de produto final. No município de Bom Jardim, produtores do Sítio das Quaresmeiras perderam toda a produção de goiabada e bananada orgânicas armazenada em geladeiras e câmaras frias.

A SNA apresentou propostas para que os municípios se recuperem economicamente e possam estar preparados para os eventos ambientais e esportivos de nível mundial, que ocorrerão no Rio de Janeiro já a partir deste ano. Para a diretora, é preciso “aprender com o problema e ver como os municípios ficam mais fortes, ajudando-os a pensar no futuro nos próximos seis a sete anos”.

Entre as propostas, Sylvia destacou a continuidade das práticas agroecológicas, com menor interferência na natureza, utilizando menos agrotóxicos. “É muito importante para a saúde dos produtores e do município. Menos pessoas doentes custam menos à saúde pública”. Outra iniciativa é ajudar os bancos de sementes e adubos verdes por meio dos programas de apoio do Ministério da Agricultura e das empresas nacional e estadual de pesquisa agrícola (Embrapa e Emater, respectivamente).

Ela disse ainda que é preciso facilitar o acesso a câmaras frias para a conservação de produtos, sobretudo no verão, mediante o pagamento de um aluguel às prefeituras. “A perda é menor e os produtos chegam vivos às feiras e ao varejo”. A criação de pequenas indústrias de beneficiamento e a melhoria de embalagens foram outras sugestões apresentadas pela SNA em benefício dos produtores orgânicos da região serrana do Rio de Janeiro.

Edição: Vinicius Doria

http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-03-18/prejuizo-da-agricultura-organica-foi-menor-que-da-producao-convencional-na-serra-fluminense

Saiba tudo sobre os alimentos orgânicos

Os alimentos orgânicos são produtos obtidos sem a utilização de fertilizantes químicos, agrotóxicos ou hormônios artificiais - Ver Descrição / Ver Descrição
Os alimentos orgânicos são produtos obtidos sem a utilização de fertilizantes químicos, agrotóxicos ou hormônios artificiais
Foto:Ver Descrição / Ver Descrição

A venda de alimentos orgânicos cresceu 40% no país nos últimos meses, segundo o projeto Organics Brasil, que reúne empresas fabricantes e exportadoras de produtos e insumos orgânicos. O aumento no consumo destes itens segue uma tendência internacional. Os alimentos orgânicos são produtos obtidos sem a utilização de fertilizantes químicos, agrotóxicos ou hormônios artificiais.

Confira por que consumir produtos orgânicos e como escolher e armazenar os alimentos.

Motivos para consumir alimentos orgânicos:

:: Mais saudáveis
Eles evitam problemas causados pela ingestão de substâncias químicas tóxicas, pois são produzidos naturalmente;

:: Mais nutritivos
Absorvem mais os nutrientes presentes na terra;

:: Verdadeiro sabor
Seu sabor original é mantido pela ausência de produtos químicos que alteram o sabor dos alimentos;

:: Protegem as crianças
As crianças são mais vulneráveis a pesticidas e produtos químicos presentes nos alimento. Alimentando-se com produtos orgânicos isto é evitado;

:: Protegem a água
A qualidade da água potável não é afetada pela contaminação do solo , lençóis freáticos, rios e córregos;

:: Restauram a biodiversidade
Pelo uso equilibrado do solo e dos recursos naturais, preservam o meio ambiente e o ecossistema onde são produzidos;

:: Poupam energia
Fertilizantes e agrotóxicos consomem mais energia para serem produzidos, além de colaborarem na emissão de gases que aumentam a temperatura terrestre;

:: Certificação comprovada
A certificação é feita por um selo que garante ao consumidor a certeza de estar adquirindo um produto verdadeiramente orgânico.

Como escolher e armazenar orgânicos:

:: Os alimentos perecíveis, como frutas, verduras e legumes, devem ser adquiridos para consumo no dia ou no máximo para a semana. Procure escolher os produtos ainda não muito maduros;

:: Verifique se consta o selo de certificação na embalagem, o que é uma garantia de que realmente é orgânico;

:: Se tiver que escolher apenas alguns alimentos orgânicos para levar, fique com cenoura, pimentão, tomate, morango, batata e alface que, geralmente, são os mais contaminados por agrotóxicos quando produzidos de maneira convencional;

:: Depois das compras, aproveite e já deixe os alimentos limpos para serem guardados;

:: Lave cuidadosamente em água corrente e deixe de molho em solução de vinagre (2 colheres de sopa para cada litro de água) por 20 min. O vinagre também deverá ser preferencialmente orgânico.

http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?section=Segundo%20Caderno&newsID=a3243184.xml

Leite orgânico eleva renda do produtor

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A produção de leite orgânico registrada em 2010 chegou a quase 5,5 milhões de litros, o equivalente a 1% do comércio total do produto. Produzido em sistema diferente do processo habitual, representa uma fonte de renda alternativa para o agricultor. É uma variedade da bebida tradicional sem resíduos químicos a preços atrativos, porém com os mesmos valores nutritivos do convencional.

“A mudança do sistema produtivo pode ser bastante positiva, já que estudos mostram que o leite orgânico é valorizado no mercado e o preço chega a ser 50% maior do que o convencional em algumas regiões”, explica o pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), João Paulo Guimarães Soares, zootecnista da unidade Cerrados da Embrapa, no Rio de Janeiro. O valor pago pelo leite convencional é de R$ 0,80 por litro enquanto com o leite orgânico o produtor pode ser remunerado com até R$ 1,20 por litro.

A produção de leite no sistema orgânico ainda é em pequena escala (a média diária varia entre oito e dez litros). Isso acontece porque existirem poucos produtores certificados no Brasil, adequados à Lei 10.831 e à Instrução Normativa nº 64 do Ministério da Agricultura. Os custos de produção são menores, pois o produtor usa menos insumos. Esse sistema evita a utilização de máquinas agrícolas, trabalha com plantio direto e compostos orgânicos, porém, exige mão-de-obra maior e mais qualificada.

Para adotar o sistema orgânico de produção é necessário ter, no mínimo, um período de 12 meses de manejo sustentável necessários para a conversão, principalmente das pastagens. Somente depois desse período, o produto é considerado orgânico.

http://www.correiodoestado.com.br/noticias/leite-organico-eleva-renda-do-produtor_103346/

Copa do Mundo vai incentivar consumo de produtos orgânicos

Kellen Severo | Ibiúna (SP)

A Copa do Mundo de 2014 vem atraindo novos interessados na agricultura orgânica. Durante o evento, o governo pretende incentivar a venda e o consumo destes produtos. Para que haja oferta suficiente durante a Copa, entidades como o Sebrae promovem palestras no interior do Brasil. Nesta quarta, dia 23, foi a vez de Ibiúna, há 70 quilômetros da capital paulista.

Em 1998 Antônio Dias de Oliveira estava decidido a desistir da agricultura. Foi quando conheceu a produção de orgânicos e resolveu apostar. Ele começou com menos de um hectare.

O produtor tem hoje cinco hectares com plantio de orgânicos na região de Ibiúna. Além disso, há dois anos firmou parceria com outro produtor e juntos investiram mais de R$ 300 mil para construir essa área de cultivo protegido. Um detalhe interessante é que o dinheiro aplicado na nova estrutura veio da venda dos produtos orgânicos já cultivados.

– A gente sentiu que estava dando certo e viu a oportunidade – relata o produtor rural.
A demanda por produtos orgânicos deve continuar crescendo. Na Copa do Mundo de 2014 vai haver um incentivo ao consumo destes alimentos. Pensando nisso, entidades públicas e privadas vêm realizando encontros. 

É a chamada Caravana Copa Orgânica que pretende incentivar novos produtores a entrar no negócio. Vão ser visitados mais de 36 municípios, ao redor das 12 cidades escolhidas como sede da Copa do Mundo de 2014.

– O objetivo principal é visando a Copa de 2014, tem todo um trabalho sendo feito, até por exigência da Fifa e o orgânico está fortemente relacionado com a sustentabilidade e de qualidade de vida do produtor principalmente e do consumidor – explica o consultor Moacir Kretzmann.

João Luiz Brandão Martins Junior viajou mais de 120 quilômetros de Itapetininga até Ibiúna para saber mais sobre agricultura orgânica. 

– No meu caso é aumentar produtividade. Eu trabalho com banana, manter produtividade sem uso de aditivos. Se eu conseguir vou transformar tudo em agricultura orgânica – conta.
Quem já investiu não se arrepende.

– Sentimento bom e estamos acreditando cada vez mais – conclui o produtor.
Nesta quarta, dia 23, a caravana parte para Colombo, no Paraná, a 40 quilômetros de Curitiba. Produtores interessados em participar desta e das demais palestras pelo Brasil devem se inscrever no site da Caravana.

http://www.canalrural.com.br/canalrural/jsp/default.jsp?uf=2&section=Canal%20Rural&id=3218899&action=noticias

16/03/2011

A Catástrofe

   Acontecendo no mundo todo de diversas formas, as catástrofes vão destruindo tudo que encontram pela frente. É a natureza se rebelando? Talvez.
   Juntamente com as catástrofes naturais vem as doenças, a fome, a morte. Vivenciamos no Brasil há pouco tempo as chuvas que devastaram a Região Serrana e que agora atinge o Sul do país. Do outro lado do mundo temos o Japão, lutando contra uma catástrofe ainda maior, a Nuclear.
   Plantações destruídas no Brasil, solos e águas a serem contaminados no Japão. E os alimentos vem da terra! Quando a população vai entender que os alimentos vem da natureza e os danos causados à ela também nos causam danos? Ou todos nós sabemos viver de luz? Ou você também acha que o arroz vem do saquinho que vende no supermercado? Não! Ele cresce na terra.
   Em alguns dias milhares e milhares de pessoas no Japão poderão estar consumindo alimentos contaminados por elementos radioativos liberados na atmosfera pela explosão da usina nuclear de Fukushima. E quem garante que não contaminará outras partes do mundo?
   Vamos lutar por ele. Precisamos acordar para vida. Consumir conscientemente, agir sustentavelmente, apoiar a construção de energias renováveis, se contrapor às energias sujas e perigosas como a nuclear, respeitar a Mãe Natureza de onde tudo vem e para onde tudo vai. Cuide de você, mas comece pela raíz do problema.


Veja mais sobre o Japão em: http://www.decoamaral.wordpress.com/


Por Nathalia Bailoni