Nutrição Sustentável


Nutrição Sustentável - Para uma saúde verdadeira

23/12/2010

A contribuição do Fundo Dema para uma Amazônia viva

12/08/2010


Desde 2004, a região oeste do Pará passou a receber uma contribuição a mais para frear o modelo predador e insustentável e colocar em seu lugar um desenvolvimento mais humano, sustentável, limpo e eficaz. Esta contribuição passou pela Fase Amazônia, mas logo se tornou patrimônio de um grande coletivo de pessoas, famílias e organizações que já vinham lutando por longo tempo para manter as condições de vida daquele território. Trata-se de Fundo Dema, fundo financeiro de apoio a projetos de desenvolvimento sustentável naquela região amazônica. Em julho, o Fundo Dema apresentou parte de sua experiência a representantes do Fundo Amazônia, que é também um fundo financeiro destinado a apoiar projetos de conservação do nosso bioma, e que poderá vir a fortalecer os projetos já apoiados pelo Fundo Dema. Na visita, conheceram alguns dos projetos que já apresentam um resultado concreto na construção de um desenvolvimento realmente sustentável na Amazônia.
Nunca é demais lembrar que o Fundo Dema tem este nome em memória de Ademir Federicci, cujo apelido era Dema, um militante sindical amazônico que morreu assassinado em 2001 por denunciar e se opor à destruição da Amazônia em suas mais variadas facetas. Esta lembrança serve para demarcar que apoiar um outro desenvolvimento para a região significa também construir a paz social num dos contextos de maior violência rural em todo o Brasil. O relato da visita dos representantes do Fundo Amazônia aos projetos apoiados pelo Fundo Dema são confirmadores desta visão.
Isto porque, segundo Letícia Tura, diretora da Fase que esteve presente nos dias de visita no oeste do Pará, “o Fundo Dema é um conjunto de pequenos projetos que, em rede, apresentam um grande resultado. É literalmente um trabalho de formiguinha que ganha escala em seu conjunto”. Sua declaração encontra eco numa descrição bastante breve de como se estrutura o funcionamento do Fundo Dema. São três as regiões do oeste do Pará onde projetos são apoiados por este fundo: a região da rodovia Transamazônica, a região da rodovia BR-163, e a região do Baixo Amazonas. Em cada uma delas, uma miríade de iniciativas demonstram, cada uma de um jeito particular, uma forma de produzir e dar vida digna às populações sem ofender o meio ambiente.
A visita do Fundo Amazônia se concentrou nas áreas do Baixo Amazonas e na BR-163. “No Baixo Amazonas, fomos à região do Lago Grande. Ali há um projeto extrativista  feito numa modalidade inovadora de projeto de assentamento. É uma área de regularização coletiva onde há várias famílias vivendo. Há muita pressão que vem da expansão da soja, por isso a conquista de um Projeto de Assentamento Extrativista foi muito importante. O Fundo Dema pôs um grande foco ali porque, uma vez que se conquista o projeto de assentamento, é preciso fortalecer a área. O fundo então trabalha na implementação de projetos produtivos sustentáveis e no fortalecimento das organizações locais”, afirma Letícia.
Ela prossegue o relato: “Em Lago Grande, as famílias trabalham sistemas agroflorestais em que cultivam espécies típicas da Amazônia. Muito forte ali é o cultivo de curauá, uma fibra natural que é utilizada em vários setores da economia. Açaí também tem sido muito usado pelos agricultores como forma de enriquecer seus Sistemas Agroflorestais (os chamados SAFs). A grande luta ali é fazer uma conversão do sistema produtivo de corte e queima para um sistema de valorização do extrativismo e da agroecologia. Neste sentido, visitamos experiências apoiadas pelo Centro de Apoio a Projetos de Ação Comunitária e pelo Sindicato de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Santarém, e ficamos muito satisfeitos. A gente viu SAFs de até dez anos, bem consolidados, e percebemos um grande adensamento de floresta, de biomassa, biodiversidade, de área verde. É como se fosse um reflorestamento, mas com a preocupação da segurança alimentar. Nas entrevistas com os moradores, as falas sempre vão na direção de articular a preservação ambiental com a segurança alimentar local”

Na região da BR-163, a realidade é bem diferente. Ali, os projetos apoiados encontram dificuldades muito mais severas. “Na BR-163 é outra Amazônia, a Amazônia das estradas. Ali há uma população migrante, pessoas do Brasil inteiro que vivenviam o avanço da fronteira agrícola e muito desmatamento. Com poucas organizações sociais, a entidade âncora dos projetos é o sindicato de Itaituba. No muncípio de Trairão, que é muito pobre e tem pouca infra-estrutura, visitamos a comunidade do Batata, onde há um projeto apoiado pelo Fundo Dema que enfoca o reflorestamento. Em áreas muito degradadas, foram plantadas essências florestais, como a andiroba, e frutas como o cacau e o açaí. Visitamos três ou quatro famílias e vimos todos bastante satisfeitos. Por exemplo, a gente encontrou uma área onde o morador está fazendo um esforço de reflorestamento com espécies frutíferas, mas o vizinho está fazendo uma derrubada para abrir pasto. O vizinho está foram do projeto apoiado pelo Fundo Dema, mas ambos chamam a área reflorestada de ar condicionado. Porque você está lá naquela poeira, naquele sol forte, e quando entra na área reflorestada é fresquinho, o ar melhora imediatamente”.
Estas experiências são um exemplo miúdo perto da quantidade de outras apoiadas pelo Fundo Dema na região oeste do Pará. Mas é muito útil conhecê-las porque representam o modelo que se quer implementar na Amazônia. Nada de desmate para abrir novos pastos, nada de queimadas para plantio de mais soja. É a vez de deixar as populações rurais da Amazônia traçarem naquele território um caminho de harmonia com o ambiente. Que não significa de modo algum uma opção pela pobreza, mas sim uma forma de crescer que seja mais justa com o meio e com as pessoas, pois desta forma são elas que recebem os principais frutos do desenvolvimento. A visita do Fundo Amazônia foi uma oportunidade para confirmar que este é um caminho possível e urgente. “A gente acha que o Fundo Dema pode dar maior capilaridade ao Fundo Amazônia, porque achamos que ele é uma experiência exemplar de financiamento do desenvolvimento, e uma experiência exemplar de justiça climática, uma forma de fazer justiça a comunidades que prestam um relevante serviço a todos nós”, conclui Letícia.

http://www.fase.org.br/

A contribuição do Fundo Dema para uma Amazônia viva

12/08/2010


Desde 2004, a região oeste do Pará passou a receber uma contribuição a mais para frear o modelo predador e insustentável e colocar em seu lugar um desenvolvimento mais humano, sustentável, limpo e eficaz. Esta contribuição passou pela Fase Amazônia, mas logo se tornou patrimônio de um grande coletivo de pessoas, famílias e organizações que já vinham lutando por longo tempo para manter as condições de vida daquele território. Trata-se de Fundo Dema, fundo financeiro de apoio a projetos de desenvolvimento sustentável naquela região amazônica. Em julho, o Fundo Dema apresentou parte de sua experiência a representantes do Fundo Amazônia, que é também um fundo financeiro destinado a apoiar projetos de conservação do nosso bioma, e que poderá vir a fortalecer os projetos já apoiados pelo Fundo Dema. Na visita, conheceram alguns dos projetos que já apresentam um resultado concreto na construção de um desenvolvimento realmente sustentável na Amazônia.
 
Nunca é demais lembrar que o Fundo Dema tem este nome em memória de Ademir Federicci, cujo apelido era Dema, um militante sindical amazônico que morreu assassinado em 2001 por denunciar e se opor à destruição da Amazônia em suas mais variadas facetas. Esta lembrança serve para demarcar que apoiar um outro desenvolvimento para a região significa também construir a paz social num dos contextos de maior violência rural em todo o Brasil. O relato da visita dos representantes do Fundo Amazônia aos projetos apoiados pelo Fundo Dema são confirmadores desta visão.
 
Isto porque, segundo Letícia Tura, diretora da Fase que esteve presente nos dias de visita no oeste do Pará, “o Fundo Dema é um conjunto de pequenos projetos que, em rede, apresentam um grande resultado. É literalmente um trabalho de formiguinha que ganha escala em seu conjunto”. Sua declaração encontra eco numa descrição bastante breve de como se estrutura o funcionamento do Fundo Dema. São três as regiões do oeste do Pará onde projetos são apoiados por este fundo: a região da rodovia Transamazônica, a região da rodovia BR-163, e a região do Baixo Amazonas. Em cada uma delas, uma miríade de iniciativas demonstram, cada uma de um jeito particular, uma forma de produzir e dar vida digna às populações sem ofender o meio ambiente.
 
A visita do Fundo Amazônia se concentrou nas áreas do Baixo Amazonas e na BR-163. “No Baixo Amazonas, fomos à região do Lago Grande. Ali há um projeto extrativista  feito numa modalidade inovadora de projeto de assentamento. É uma área de regularização coletiva onde há várias famílias vivendo. Há muita pressão que vem da expansão da soja, por isso a conquista de um Projeto de Assentamento Extrativista foi muito importante. O Fundo Dema pôs um grande foco ali porque, uma vez que se conquista o projeto de assentamento, é preciso fortalecer a área. O fundo então trabalha na implementação de projetos produtivos sustentáveis e no fortalecimento das organizações locais”, afirma Letícia.
 
Ela prossegue o relato: “Em Lago Grande, as famílias trabalham sistemas agroflorestais em que cultivam espécies típicas da Amazônia. Muito forte ali é o cultivo de curauá, uma fibra natural que é utilizada em vários setores da economia. Açaí também tem sido muito usado pelos agricultores como forma de enriquecer seus Sistemas Agroflorestais (os chamados SAFs). A grande luta ali é fazer uma conversão do sistema produtivo de corte e queima para um sistema de valorização do extrativismo e da agroecologia. Neste sentido, visitamos experiências apoiadas pelo Centro de Apoio a Projetos de Ação Comunitária e pelo Sindicato de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Santarém, e ficamos muito satisfeitos. A gente viu SAFs de até dez anos, bem consolidados, e percebemos um grande adensamento de floresta, de biomassa, biodiversidade, de área verde. É como se fosse um reflorestamento, mas com a preocupação da segurança alimentar. Nas entrevistas com os moradores, as falas sempre vão na direção de articular a preservação ambiental com a segurança alimentar local” 

Na região da BR-163, a realidade é bem diferente. Ali, os projetos apoiados encontram dificuldades muito mais severas. “Na BR-163 é outra Amazônia, a Amazônia das estradas. Ali há uma população migrante, pessoas do Brasil inteiro que vivenviam o avanço da fronteira agrícola e muito desmatamento. Com poucas organizações sociais, a entidade âncora dos projetos é o sindicato de Itaituba. No muncípio de Trairão, que é muito pobre e tem pouca infra-estrutura, visitamos a comunidade do Batata, onde há um projeto apoiado pelo Fundo Dema que enfoca o reflorestamento. Em áreas muito degradadas, foram plantadas essências florestais, como a andiroba, e frutas como o cacau e o açaí. Visitamos três ou quatro famílias e vimos todos bastante satisfeitos. Por exemplo, a gente encontrou uma área onde o morador está fazendo um esforço de reflorestamento com espécies frutíferas, mas o vizinho está fazendo uma derrubada para abrir pasto. O vizinho está foram do projeto apoiado pelo Fundo Dema, mas ambos chamam a área reflorestada de ar condicionado. Porque você está lá naquela poeira, naquele sol forte, e quando entra na área reflorestada é fresquinho, o ar melhora imediatamente”.
 
Estas experiências são um exemplo miúdo perto da quantidade de outras apoiadas pelo Fundo Dema na região oeste do Pará. Mas é muito útil conhecê-las porque representam o modelo que se quer implementar na Amazônia. Nada de desmate para abrir novos pastos, nada de queimadas para plantio de mais soja. É a vez de deixar as populações rurais da Amazônia traçarem naquele território um caminho de harmonia com o ambiente. Que não significa de modo algum uma opção pela pobreza, mas sim uma forma de crescer que seja mais justa com o meio e com as pessoas, pois desta forma são elas que recebem os principais frutos do desenvolvimento. A visita do Fundo Amazônia foi uma oportunidade para confirmar que este é um caminho possível e urgente. “A gente acha que o Fundo Dema pode dar maior capilaridade ao Fundo Amazônia, porque achamos que ele é uma experiência exemplar de financiamento do desenvolvimento, e uma experiência exemplar de justiça climática, uma forma de fazer justiça a comunidades que prestam um relevante serviço a todos nós”, conclui Letícia.

10/12/2010

Bayer vai às compras

7, dezembro, 2010

De olho no potencial veterinário do Hemisfério Sul, a Bayer anunciou ontem a compra da Bomac, empresa da Nova Zelândia. A companhia tem uma linha de 290 produtos e atua no segmento de animais de produção (aves, bovinos e suínos), equinos e também com animais de companhia. Além de abastecer o mercado doméstico da Nova Zelândia, a Bomac também está presente em mais de 60 países. Em nota, a Bayer não informou qual foi o valor da operação.
http://www.pratoslimpos.org.br/

The water in your food

When you last went to the shop did your water footprint cross your mind?
It’s not surprising if it didn’t. There isn’t currently an indicator on a product that tells you what to buy based on the water content of a product. That doesn’t mean that there isn’t a problem. Water access is increasingly seen as a risk factor for business operations and lots of work takes place behind the scenes to address this issue. An increasing number of corporations are starting to investigate the water footprint of their entire production process.

Looking solely at the footprint however doesn’t take the whole story into account. If a tomato is grown where water is abundant, it could be less relevant if it uses a lot of water than when grown in a dry area. In such a case water might be diverted away from other users, no matter how efficient the usage is. This is particularly relevant in poor countries where water regulation can be weak and poor communities often have little influence on local politics.
For example most asparagus are imported into the UK from a desert area in Peru. Constant sun and lack of rain mean that asparagus can be grown year round, with the help of sophisticated groundwater drip irrigation systems. Supported by international investment, the asparagus industry has exploded in the last ten years, bringing increased scrutiny of the production processes in terms of a number of different standards and certification schemes with regard to the international market.
Yet, as a recent report by Progressio reveals, the aquifer is draining at an alarming rate, threatening the viability of the whole area. Local communities’ access to drinking water is highly restricted; many with access for only a few hours a day or per week. Small and medium scale farmers are struggling to afford digging deeper wells, relying on water diverted from the Andean mountains above. Some of the poorest people in Peru inhabit these mountains, mostly alpaca herders. They say that the diversion of water is damaging their eco system, making alpaca farming increasingly difficult. To add to their burden, the impact of climate change is already adding to their vulnerability.



So, what is the answer? Stronger regulation and closer involvement of poor communities to ensure everyone’s viewpoint is properly represented is part of the solution. As buyers of asparagus or other products with a high water impact, consumers also have a role and responsibility. Certification and other standards have increased transparency and now the same thing needs to happen with water.
The Alliance for Water Stewardship seeks to develop global water standards. These will serve to provide guidance for managing and using water in a way that enables social and economic development while ensuring environmental sustainability, complemented with a certification process. This effort needs to be supported and many key stakeholders are already onboard.  
It’s not easy, but it is essential. Without a clear direction on what the water related impact of different products is, consumers won’t be able to make informed decisions. More importantly, poor communities around the world continue to risk seeing their precious water resources diverted away, all for the pleasure of our consumption.  
Petra Kjell - is the Environment Policy and Advocacy Officer at Progressio. She holds a BSc in Social Science from University of Stockholm, and an MSc in Development Studies from SOAS, University of London. Much of her current work is focused on water from a poverty perspective, where one strand of her work is on water and climate change and the other strand on virtual water and water footprints. She also co-Chair's Bond's UK Water Network, which links UK International NGOs working on freshwater related issues.
Progressio is an international charity that enables poor communities to solve their own problems through support from skilled workers, and lobbies decision-makers to change policies that keep people poor. See www.progressio.org.uk for further info.
The content of this guest blog represents the view of the author and is not necessarily reflective of the views of Fairfood International.

Fair Supermarket labels

06-December-2010
Fairfood has launched the
Fair Supermarkets campaign in collaboration with the Dutch political party ChristianUnion (ChristenUnie) and Stop the Traffik. The website is intended to motivate the cabinet to start talks with Dutch supermarket chains. The aim of the campaign is that all Dutch supermarkets will only carry sustainable products under their home brand labels by 2015.

On Monday 6 December, ChristianUnion Member of Parliament Joël Voordewind presented Parliamentary State Secretary of Development Aid Ben Knapen with a shopping trolley full of sustainable products from supermarkets, in order to emphasize the lack of sustainable home brand products among these. Following up on this, Knapen committed himself to collaborate with the supermarkets to make a full range of sustainable home brand products available by 2015. Now that politicians have embraced this proposal, it is up to the supermarkets to take further action. Fairfood will stay involved to make sure that the stated goal is indeed reached.

The Dutch Organisation for Agriculture and Horticulture (LTO) will also support the Fair Supermarkets initiative, if this will lead to an improvement of farmers’ incomes. Click
here for the LTO Netherlands’ reaction in full.