Nutrição Sustentável


Nutrição Sustentável - Para uma saúde verdadeira

24/01/2011

Aonde está a educação de qualidade?

Reducing the marketing of unhealthy foods to children


    21 January, 2011 | Geneva -- Children throughout the world are exposed to marketing of foods high in fat, sugar or salt, which increases the potential of younger generations developing noncommunicable diseases during their lives. The World Health Organization is urging countries to take action to reduce the exposure of such marketing to children by implementing a set of internationally-endorsed measures.
    Television advertising is responsible for a large share of the marketing of unhealthy foods and, according to systematic reviews of evidence, advertisements influence children's food preferences, purchase requests and consumption patterns.
    In May 2010, WHO Member States endorsed a new set of recommendations on the marketing of foods and non-alcoholic beverages to children. The recommendations call for national and international action to reduce the exposure of children to marketing messages that promote foods high in saturated fats, trans-fatty acids, free sugars, or salt, and to reduce the use of powerful techniques to market these foods to children.
    "Noncommunicable diseases, such as cardiovascular diseases, cancers and diabetes, today represent a leading threat to human health and socioeconomic development," says Dr Ala Alwan, WHO's Assistant Director-General for Noncommunicable Diseases and Mental Health. "Implementing these recommendations should be part of broad efforts to prevent unhealthy diets - a key risk factor for several noncommunicable diseases."
Dr Alwan says implementing the recommendations by countries will strengthen their ability to foster and encourage healthy dietary choices for children and promote the maintenance of a healthy weight.
    WHO data shows that 43 million pre-school children worldwide are obese or overweight. Scientific reviews have also shown that a significant portion of television advertising that children are exposed to promotes "noncore" food products which are low in nutritional value.
Poor diet is one of the four common factors associated with the four main noncommunicable diseases (cancers, diabetes, cardiovascular diseases and chronic lung diseases), which are responsible for around 60% of all deaths worldwide, or over 35 million people annually. More than 9 million deaths are premature (people dying before reaching 60 years of age) and could have been prevented through low-cost measures at the world's disposal today, including measures to stop tobacco use, reduce the harmful use of alcohol, and to promote healthy diets and physical activity.
    Preparations are ongoing for the first United Nations General Assembly High-level Meeting on the Prevention and Control of NCDs, which will be held on 19-20 September 2011 in New York. Heads of state and government are being invited to the High-level Meeting, which will focus on the health, development and socioeconomic impacts of NCDs, particularly in the developing world.

http://www.who.int/chp/media/news/releases/2011_1_marketing/en/index.html

18/01/2011

Estamos caminhando para uma sociedade vegetariana?

As sementes de tremoço rendem uma suspensão de proteínas puras, adequada para a produção de alimentos industrializados com baixíssimos níveis de gordura.[Imagem: Fraunhofer IVV]




Consumo de carne no mundo


Em países emergentes, como a China e o Brasil, o consumo de carne está aumentando dramaticamente.
Na verdade, o consumo mundial de carne vermelha quadruplicou desde 1961.
A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) espera que o aumento da prosperidade conduza a uma duplicação da produção mundial de carne até o ano de 2050.
A questão é se o nosso planeta, com seus recursos limitados, ainda será capaz de satisfazer todas as nossas necessidades no futuro.


Muitos vegetais para o gado, pouca carne para o homem


"Produzir um quilo de carne consome entre sete e 16 kg de grãos ou soja como ração animal," afirma o Dr. Peter Eisner, do Instituto Fraunhofer, na Alemanha. "Como resultado, nos EUA, cerca de 80 por centos do grãos produzidos vira alimento para o gado."
Comparado à produção de carne, o cultivo de plantas para servirem de alimento para o homem é consideravelmente menos terra-intensivo.
Gasta-se 40 metros quadrados de terras agricultáveis para produzir um quilo de carne, mas o mesmo espaço pode produzir 120 kg de cenouras ou 80 kg de maçãs.


Substituição da carne por vegetais


"As plantas são uma fonte de alimentos de alta qualidade, mas elas também podem fornecer matérias-primas para aplicações tecnológicas - e são uma fonte de energia," salienta o pesquisador.
É o caso das sementes de girassol: até agora elas têm sido usadas para a produção de óleo, e seus resíduos servem como alimento para o gado. Como resultado, uma área de 2 ½ acres de terra gera uma renda de cerca de 950 euros.
Se todos os componentes da semente de girassol fossem processados e convertidos para matérias-primas de alta qualidade para a indústria alimentar, indústria de cosméticos e de combustível, a mesma área de terra geraria para o agricultor uma renda de €1.770,00.


Substituto do leite


Eisner acredita que os ingredientes alimentares à base de plantas podem desempenhar um papel particularmente importante como um substituto para os alimentos de origem animal.
Como exemplo, ele apresentou um "substituto do leite" feito de proteínas de tremoço, e adequado como base para a preparação de alimentos como sorvete ou queijo.
Esse substituto artificial do leite não contém lactose, tem um sabor neutro, é isento de colesterol e rico em ácidos graxos poli-insaturados.
As sementes de tremoço também são o ingrediente básico de uma nova proteína vegetal com propriedades parecidas com gordura, que foi desenvolvida pela pesquisadora Daniela Sussmann, do mesmo instituto alemão.
Um método especial de produção, aplicado às sementes de tremoço, produz uma suspensão de proteínas com uma consistência muito cremosa, altamente viscosa.
"A estrutura microscópica do produto assemelha-se às partículas de gordura em uma salsicha. Então você pode usá-lo para a produção de salsichas com pouca gordura, com um gosto que equivale exatamente ao original," acrescentou a cientista.


Proteínas das plantas


Em testes sensoriais, Daniela investigou se a adição de proteínas de tremoço poderia melhorar a sensação gustativa de uma receita de linguiça com pouca gordura. Com sucesso: "Com a adição de 10 por cento da proteína que isolamos, fomos capazes de melhorar sensivelmente a impressão de gordura de uma salsicha de baixo teor de gordura."
Como as salsichas e produtos similares estão entre os alimentos com os mais altos níveis de gordura, este seria certamente um passo na direção certa para melhorar a qualidade nutricional dos alimentos industrializados.
Se uma parte da gordura for substituída com proteínas derivadas das plantas, todos se beneficiariam: o consumidor, ao comer menos gordura, o agricultor, ao obter uma renda maior pela sua produção, e o meio ambiente, porque as plantas podem ser produzidas de forma mais sustentável do que a carne.

17/01/2011

Complexo Hidrelétrico de Belo Monte. Vamos parar com isso!

Caros amigos,


O Presidente do IBAMA se demitiu ontem sob forte pressão para permitir a construção do desastroso Complexo Hidrelétrico de Belo Monte, que iria devastar uma área imensa da Amazônia e expulsar milhares de pessoas. Proteja a Amazônia seus povos e suas espécies -- assine a petição para Presidente Dilma contra a barragem e pedindo eficiência energética:

Assine a petição!


O Presidente do IBAMA se demitiu ontem devido à pressão para autorizar a licença ambiental de um projeto que especialistas consideram um completo desastre ecológico: o Complexo Hidrelétrico de Belo Monte.

A mega usina de Belo Monte iria cavar um buraco maior que o Canal do Panamá no coração da Amazônia, alagando uma área imensa de floresta e expulsando milhares de indígenas da região. As empresas que irão lucrar com a barragem estão tentando atropelar as leis ambientais para começar as obras em poucas semanas.

A mudança de Presidência do IBAMA poderá abrir caminho para a concessão da licença – ou, se nós nos manifestarmos urgentemente, poderá marcar uma virada nesta história. Vamos aproveitar a oportunidade para dar uma escolha para a Presidente Dilma no seu pouco tempo de Presidência: chegou a hora de colocar as pessoas e o planeta em primeiro lugar. Assine a petição de emergência para Dilma parar Belo Monte – ela será entregue em Brasília, quando conseguirmos 150.000 assinaturas:
https://secure.avaaz.org/po/pare_belo_monte/?vl

Abelardo Bayama Azevedo, que renunciou à Presidência do IBAMA, não é a primeira renúncia causada pela pressão para construir Belo Monte. Seu antecessor, Roberto Messias, também renunciou pelo mesmo motivo ano passado, e a própria Marina Silva também renunciou ao Ministério do Meio Ambiente por desafiar Belo Monte.

A Eletronorte, empresa que mais irá lucrar com Belo Monte, está demandando que o IBAMA libere a licença ambiental para começar as obras mesmo com o projeto apresentando graves irregularidades. Porém, em uma democracia, os interesses financeiros não podem passar por cima das proteções ambientais legais – ao menos não sem comprarem uma briga.

A hidrelétrica iria inundar 100.000 hectares da floresta, impactar centenas de quilômetros do Rio Xingu e expulsar mais de 40.000 pessoas, incluindo comunidades indígenas de várias etnias que dependem do Xingu para sua sobrevivência. O projeto de R$30 bilhões é tão economicamente arriscado que o governo precisou usar fundos de pensão e financiamento público para pagar a maior parte do investimento. Apesar de ser a terceira maior hidrelétrica do mundo, ela seria a menos produtiva, gerando apenas 10% da sua capacidade no período da seca, de julho a outubro.

Os defensores da barragem justificam o projeto dizendo que ele irá suprir as demandas de energia do Brasil. Porém, uma fonte de energia muito maior, mais ecológica e barata está disponível: a eficiência energética. Um estudo do WWF demonstra que somente a eficiência poderia economizar o equivalente a 14 Belo Montes até 2020. Todos se beneficiariam de um planejamento genuinamente verde, ao invés de poucas empresas e empreiteiras. Porém, são as empreiteiras que contratam lobistas e tem força política – a não ser claro, que um número suficiente de nós da sociedade, nos dispormos a erguer nossas vozes e nos mobilizar.

A construção de Belo Monte pode começar ainda em fevereiro.O Ministro das Minas e Energia, Edson Lobão, diz que a próxima licença será aprovada em breve, portanto temos pouco tempo para parar Belo Monte antes que as escavadeiras comecem a trabalhar. Vamos desafiar a Dilma no seu primeiro mês na presidência, com um chamado ensurdecedor para ela fazer a coisa certa: parar Belo Monte, assine agora:
https://secure.avaaz.org/po/pare_belo_monte/?vl

Acreditamos em um Brasil do futuro, que trará progresso nas negociações climáticas e que irá unir países do norte e do sul, se tornando um mediador de bom senso e esperança na política global. Agora, esta esperança será depositada na Presidente Dilma. Vamos desafiá-la a rejeitar Belo Monte e buscar um caminho melhor. Nós a convidamos a honrar esta oportunidade, criando um futuro para todos nos, desde as tribos do Xingu às crianças dos centros urbanos, o qual todos nós podemos ter orgulho.

Com esperança

Ben, Graziela, Alice, Ricken, Rewan e toda a equipe da Avaaz

Fontes:

Belo Monte derruba presidente do Ibama:
http://colunas.epoca.globo.com/politico/2011/01/12/belo-monte-derruba-presidente-do-ibama/

Belo Monte será hidrelétrica menos produtiva e mais cara, dizem técnicos:
http://g1.globo.com/economia-e-negocios/noticia/2010/04/belo-monte-sera-hidreletrica-menos-produtiva-e-mais-cara-dizem-tecnicos.html

Vídeo sobre impacto de Belo Monte:
http://www.youtube.com/watch?v=4k0X1bHjf3E

Uma discussão para nos iluminar:
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20101224/not_imp657702,0.php

Questão de tempo:
http://oglobo.globo.com/economia/miriam/posts/2011/01/13/questao-de-tempo-356318.asp

Dilma: desenvolvimento com preservação do meio ambiente é "missão sagrada":
http://www.pernambuco.com/ultimas/nota.asp?materia=20110101161250&assunto=27&onde=Politica

Em nota, 56 entidades chamam concessão de Belo Monte de 'sentença de morte do Xingu':
http://oglobo.globo.com/economia/mat/2010/08/26/em-nota-56-entidades-chamam-concessao-de-belo-monte-de-sentenca-de-morte-do-xingu-917481377.asp

Marina Silva considera 'graves' as pressões sobre o Ibama:
http://www.estadao.com.br/noticias/economia,marina-silva-considera-graves-as-pressoes-sobre-o-ibama,475782,0.htm

Segurança energética, alternativas e visão do WWF-Brasil:
http://assets.wwfbr.panda.org/downloads/posicao_barragens_wwf_brasil.pdf

10/01/2011

Insegurança Alimentar

O que você sabe sobre o fome no mundo?

·         A fome e a pobreza são responsáveis pela morte de aproximadamente 25 mil pessoas por dia.

·         Atualmente existem 852 milhões de famintos no mundo.

·         A fome e a desnutrição matam por ano mais do que a AIDS, malária e tuberculose juntos.

·         Famílias pobres gastam mais de 70% do orçamento com alimentação. O gasto de uma família de classe média americana é de aproximadamente 10%.

Fonte: United Nations – World Food Programme 

O que você sabe sobre o fome no Brasil?


·         Pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) revela que 13,921 milhões de pessoas passaram fome no Brasil em 2004.

·         Dos 52 milhões de domicílios particulares estimados pela Pnad (2004), em 6,5% deles residiam pessoas com insegurança alimentar grave.

·         A insegurança alimentar grave caracteriza-se por pessoas que passaram fome com freqüência nos últimos três meses que antecederam a data da pesquisa.

·         Por faixa etária, observa-se também que o maior percentual de pessoas que passaram fome é de crianças e jovens de até 17 anos, equivalendo, em ambos os casos, a 10,3% da população.

·         Na maior parte do Brasil, a insegurança alimentar continua maior nos campos do que nas cidades (11,1% contra 6,9% na área urbana).

·         Porém, as cidades das regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste têm índices maiores de insegurança alimentar que seu interior.

 (Pnad 2004 – pesquisa sobre segurança alimentar e nutricional).

http://www.pratocheio.org.br/novo/conteudo.asp?conteudo_id=238

Desperdício de alimentos

O que você sabe sobre o desperdício de alimentos no Brasil?
 

No Brasil, a estimativa da safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas para 2009, indica uma produção da ordem de 135,0 milhões de toneladas. (IBGE, 2009)

·         Segundo a publicação “A nutrição e o consumo consciente” do Instituto Akatu,  2003,  aproximadamente 64% do que se planta no Brasil é perdido ao longo da cadeia produtiva:

                       o        20% na colheita;

                       o        8% no transporte e armazenamento;

                       o        15% na indústria de processamento;

                       o        1% no varejo;

                       o        20% no processamento culinário e hábitos alimentares.

·         As perdas frequentemente ocorrem por causa de:

                       o        Eliminação de produtos deformados durante a colheita;

                       o        Uso de embalagens inadequadas durante o transporte e distribuição - frutas, legumes e verduras são empilhados em caixas retangulares que quase nunca conseguem deixar os alimentos intactos, elas amassam os que estão em baixo, arranham e machucam os alimentos.

                       o        Seleção somente dos melhores produtos pela indústria, causando descarte dos que não passam no controle de qualidade;

                       o        Descarte de produtos próximos da data de vencimento pelo varejos;

                      o        Processamento culinário inadequado na casa do consumidor não priorizando o aproveitamento integral dos alimentos e comprando um volume maior do que o próprio consumo, levando a mais desperdícios.

·         A Associação Prato Cheio arrecada na cidade de São Paulo em média 5 toneladas de alimentos semanalmente. São alimentos sem valor comercial e que seriam jogados no lixo. Em média 60% desses alimentos possuem alto valor nutricional.

http://www.pratocheio.org.br/novo/conteudo.asp?conteudo_id=237