Nutrição Sustentável


Nutrição Sustentável - Para uma saúde verdadeira

28/10/2010

Ranking mundial aponta países mais vulneráveis às mudanças climáticas

mapa
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/Imagem: Maplecroft


Uma consulta feita com 170 países pela empresa britânica Maplecroft divulgada nesta quarta-feira, 20 de outubro, aponta as regiões do mundo mais vulneráveis às mudanças climáticas. Segundo o levantamento, o Sul da Ásia é a região de maior fragilidade às alterações do clima, em razão da crescente população exposta a inundações, secas, tempestades e elevação do nível do mar.

O Índice de Vulnerabilidade pelas Mudanças Climáticas pretende ser um guia para o investimento estratégico e a adoção de políticas. Dos 16 países listados como em risco "extremo" devido às mudanças climáticas nos próximos 30 anos, cinco são do Sul da Ásia, com Bangladesh e Índia em primeiro e em segundo lugares, respectivamente, Nepal em quarto, Afeganistão em oitavo e Paquistão em 16º. A China (49º) e o Japão (86º) estão na categoria de "alto risco", assim como o Brasil (81º) - nossa equipe tentou entender as razões para essa colocação brasileira no ranking, mas não obteve êxito.

A metodologia adotada pela empresa global de aconselhamento de riscos se baseia em 42 fatores sociais, econômicos e ambientais, o que inclui a capacidade de resposta dos governos, no intuito de avaliar o risco para a população, os ecossistemas e os negócios em função das mudanças climáticas.

O Sul da Ásia é especialmente vulnerável por causa de mudanças em padrões climáticos que resultam em desastres naturais, como as recentes inundações no Paquistão e Bangladesh, que afetaram mais de 20 milhões de pessoas. "Há evidências crescentes de que as mudanças climáticas aumentam a intensidade e a frequência de eventos climáticos", afirmou à AFP Anna Moss, analista ambiental da empresa.

Insegurança alimentar e fome

Bangladesh ocupa a primeira posição do ranking devido a uma dupla má sorte. O país asiático tem o maior risco tanto de seca quanto de fome, além de lutar contra a pobreza extrema e a alta dependência na agricultura (o setor econômico mais afetado pelas mudanças climáticas). Como se não bastasse, possui o governo menos capaz de responder aos impactos climáticos, na avaliação da Maplecroft.

Sobre a Índia, segundo país mais populoso do mundo (só atrás da China) com cerca de 1,5 bilhão de habitantes, a empresa britânica observou que "Quase todo (o país) tem um alto nível ou nível extremo de sensibilidade às mudanças climáticas, devido à severa pressão populacional e ao consequente abuso de recursos naturais. A isto se soma um alto nível de pobreza, baixa qualidade da saúde em geral e dependência agrícola de grande parte da população."

Entre os países da categoria de "médio risco" estão a Rússia (117º), os Estados Unidos (129º), a Alemanha (131º), a França (133º) e a Grã-Bretanha (138º). A Noruega lidera o pequeno grupo de 11 países considerados em baixo risco, dominado pelos escandinavos e pelos holandeses, que têm trabalhado para defender seu território, situado abaixo do nível do mar, da elevação das águas dos mares.

"As vulnerabilidades mais sérias às mudanças climáticas foram encontradas no grupo de países em desenvolvimento com sistemas socioeconômicos mal equipados para responder a desafios como a segurança alimentar e hídrica, além de sofrerem com economias instáveis e instituições fracas. Este é o caso de um grande número de países, estando o Sul da Ásia e a África no centro das preocupações", concluiu Fiona Place, também da Maplecroft.
Com informações da AFP
http://http://www.ecodesenvolvimento.org.br/

27/10/2010

O que pode ser feito para combater a fome?

O Placar da Fome mostra que programas de assistência social bem formulados, tais como geração de emprego, transferência de renda, distribuição de alimentos e merendas escolares gratuitas são uma importante arma de combate à pobreza. Como demonstra a experiência da China de iniciativas de redução da pobreza, esta luta é mais eficaz quando o governo se concentra em apoiar pequenos agricultores que cultivam a maioria dos alimentos básicos consumidos localmente. A agricultura contribuiu quatro vezes mais para a redução da pobreza do que o crescimento nos setores fabris ou de serviços so naquele pais.
Para reduzir a fome à metade em cinco anos, é preciso aprovar planos nacionais que sejam suficientemente ambiciosos, que estejam focados no apoio aos agricultores pobres, principalmente mulheres, e que venham acompanhados de programas de proteção social para garantir que as famílias não sucumbam quando os preços sobem ou as colheitas são perdidas.
No Brasil, ainda é necessário avançar na consolidação de políticas de segurança alimentar e nutricional e aprofundar o apoio aos agricultores familiares com melhor acesso a crédito e assistência técnica, recursos hídricos adaptados ao semiárido e ampliação de mercado para a produção desse setor. Sobretudo, é preciso investir mais em um modelo sustentável de agricultura que respeite o meio ambiente e evite o agravamento de efeitos climáticos adversos.
O Brasil tem um papel de crescente liderança internacional e pode usar sua influência para atuar em prol de políticas globais de redução da fome e proteção da agricultura familiar e sustentável. Uma ação importante é promover o intercâmbio com outros países sobre as medidas bem sucedidas de redução da pobreza aplicadas aqui. Por outro lado, deve promover um modelo de desenvolvimento que coloque limite à expansão indiscriminada e não regulada do agronegócio e particularmente da produção de agrocombustíveis.
Além de ações de emergência, os governos, incluindo o Brasil, devem se comprometer a agir para retardar as mudanças climáticas, com uma redução de pelo menos 40% das emissões dos países desenvolvidos até 2020 e aumento do seu compromisso de financiamento com, no mínimo, US$ 200 bilhões anuais, e mudar a estratégia em relação aos biocombustíveis, eliminando as metas e subsídios de produção que colocam em risco a segurança alimentar e oferecem pouco ou nenhum benefício ambiental.

E o mundo contra a fome?


O Mundo
A China também fez progressos impressionantes e cumpriu suas obrigações em relação ao primeiro dos Objetivos do Milênio antes do tempo. Gana reduziu os níveis de fome em 75% entre 1990 e 2004. No Vietnã, a taxa de crianças abaixo do peso caiu de quase 45% no início da década de 1990 para menos de 20% hoje. Da mesma forma, Malaui também colocou um fim decisivo aos anos de fome recorrente, reduzindo o número de pessoas necessitadas de 4,5 milhões em 2004 para menos de 150 mil em 2009.
Embora haja motivos para comemorar, o estudo traz conclusões alarmantes e que pedem ações urgentes em 20 dos 28 países em desenvolvimento estudados. A Índia, celebrada pelo sucesso entre as economias emergentes, tem uma em cada cinco pessoas com fome, além de 50% das crianças desnutridas. O Paquistão viu, de 1990 para cá, a proporção da fome crescer de uma pessoa em cada quatro para uma em cada duas.  A República Democrática do Congo tem o pior desempenho: 76% da população passam fome, percentual quatro vezes maior que o registrado na década de 90. Segundo projeções da ActionAid, Senegal e Quênia só cumprirão suas metas em 2124 e 2060, respectivamente!
Mesmo antes de a crise financeira e alimentar ter empurrado a fome para um nível sem precedentes, a desnutrição foi a causa de cerca de 4,5 milhões de mortes infantis a cada ano. Mais de 1,2 milhão de crianças podem morrer desnecessariamente entre hoje e 2015.  Além da perda de vidas, a fome também produz prejuízos invisíveis e permanentes de potencial humano. A fome na infância reduz em 20% os ganhos salariais de uma pessoa afetada pela desnutrição ao longo da vida, o que diminui a produção econômica global.
A ActionAid estima que o não cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio custe aos países em desenvolvimento cerca de 450 bilhões de dólares por ano em perda de PIB. Esta estimativa foi calculada a partir de pesquisa comparativa da ONU em paises da América Central sobre  perdas  2% e 12% do PIB causadas por morte infantil e repetência escolar. Esse cálculo foi projetado sobre as regiões mais pobres do planeta, como a África Subasaariana e paises em desenvolvimento da Ásia, chegando ao valor aproximado de 450 bilhoes de dólares.Este montante é dez vezes maior do que o valor que a ONU considera suficiente para atingir o objetivo.

Quem está realmente combatendo a fome?

Pela segunda vez, o Brasil ocupa o primeiro lugar do grupo de países em desenvolvimento, principalmente, por ter conseguido atingir a meta de reduzir à metade a proporção de pessoas desnutridas e de crianças abaixo do peso em pouco mais de 10 anos.
Porém, se tirarmos as posições privilegiadas de Brasil, China, Gana, Malauí e Vietnã, que ocupam os cinco primeiros postos do documento, a fome global retrocedeu 19 anos: atingiu exatamente o mesmo nível em que estava em 1990. Há 500 milhões de pessoas em situação crônica de desnutrição e um bilhão sofrendo, diariamente, com a fome.

O Brasil

A razão de indicar o Brasil como líder do placar está no fato de a cobertura de políticas do bem-estar ter sido significativamente ampliada nos últimos anos. Houve aumentos reais do salário mínimo e a expansão de um programa nacional de transferência de renda, introduzido em conjunto ao crédito subsidiado e a programas de compras governamentais que apoiam os pequenos agricultores. Tomadas simultaneamente, estas medidas tiveram impacto fundamental na redução da desigualdade brasileira.
O Brasil conseguiu reduzir o número de pessoas vivendo em extrema pobreza de 21 milhões em 2003 para 8,9 milhões em 2008, afirma Rosana Heringer, diretora executiva da ActionAid no Brasil.
Embora as melhorias sejam visíveis e a meta tenha sido atingida, a organização aponta que ainda é preciso fazer mais investimentos na agricultura familiar, que produz 75% do que é consumido pela população. O programa de compra de produção dos agricultores, por exemplo, poderia ser ampliado se recebesse maior orçamento e se ganhasse mais agilidade nos repasses aos produtores.

25/10/2010

Consea: contra a fome, apoio à pequena produção

24.09.2010 

O apoio concedido pelo governo à agricultura familiar - principalmente na forma de concessão de crédito, de assistência técnica e de mecanismos de garantia de comercialização do produto - é peça fundamental na estratégia de combate à fome no Brasil. A análise foi feita pelo presidente do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), Renato Maluf, em entrevista concedida ao programa Cidadania, da TV Senado,
A grande diferença entre o programa brasileio e o de outros países é exatamente esse apoio, afirmou. Além de conceder crédito e assistência técnica à agricultura familiar, o governo brasileiro determinou ainda que os programas nutricionais do país - entre eles o da merenda escolar - adquiram pelo menos 30% dos seus alimentos junto a esses pequenos agricultores.
O êxito do programa brasileiro de combate à fome, reconhecido por diversos organismos internacionais, incluindo-se aí a Organização das Nações Unidas (ONU) deve-se "ao engajamento da sociedade civil no tema e à decisão política de enfrentar o problema, adotada pelo presidente Lula logo no início do seu governo", disse. Renato Maluf explicou ainda a forma de atuação do órgão que dirige no combate à fome, destacando os resultados que vêm sendo obtidos pelo Brasil, na sua opinião um dos poucos países que, no que se refere ao combate à pobreza e à fome, tem registrado notáveis progressos com relação às metas do milênio fixadas para o período de 2000 a 2015.

Fonte: Agência de Notícias do Senado Federal

Segurança Alimentar

    Uma boa alimentação começa bem antes do preparo do alimento. Depende de questões mais complexas como o direito a terra, a água, as sementes e, principalmente, conhecimento e condições para produzir o alimento. É disso que se trata a Soberania Alimentar.
    Mas o que nos levou a discutir este assunto foi a ameaça que sofre a nossa Soberania Alimentar através de um ciclo de dependência que começa e se fortalece pela falta de valor que damos à nossa cultura e aos alimentos que nossos antepassados costumavam preparar. 

 Monocultura > Perda da biodiversidade > Transgênicos e patentes > Esterilização das sementes > Monopólio do patrimônio natural > Aumento da dependência e perda de renda > Fome > Padronização da dieta alimentar.

    A via Campesina, que é um movimento internacional que coordena organizações camponesas, fala sobre a necessidade de se pensar a soberania alimentar:
“Cada país tem o direito, e o dever, de promover, de modo soberano, a produção dos alimentos que sua terra pode proporcionar para garantir o atendimento das necessidades alimentares de sua população. Isso, garante a soberania política, a identidade nacional. Pois sem soberania alimentar abrimos as portas para a dominação estrangeira disfarçada de integração comercial.”
    Esta soberania se consegue quando quebramos as correntes da dependência na produção de alimentos para o nosso povo. Isso não é fácil, mas possível.
Através da valorização dos nossos costumes, e discussão e renovação dos mesmos para que continuem vivos e de acordo com a nossa realidade; do uso das sementes crioulas, do fortalecimento da agricultura familiar, e de um maior uso de nossas plantas nativas para alimentação...
    Também é importante questionar e combater o que pode ameaçar a nossa soberania como as sementes transgênicas, deixam o agricultor e a agricultora dependentes dos vendedores de venenos e adubos químicos e ainda de mais sementes a cada plantação; a desvalorização dos nossos alimentos e plantas nativas; o latifúndio e a falta de tecnologias para a agricultura familiar. Mas, com certeza não é nos isolando e deixando de conhecer o que existe de diferente que vamos conseguir criar essa valorização dos nossos costumes e saberes. O fato é que a tal globalização está aqui, em tudo e pode tanto nos fortalecer como nos machucar, depende do lado que seguramos a faca...

10 bons motivos para consumir produtos orgânicos

1- Evita problemas de saúde causados pela ingestão de substâncias tóxicas, como os resíduos de agrotóxicos e metais pesados presentes nos produtos convencionais.
2- São mais nutritivos e originam de solos ricos e balanceados com adubos naturais.
3-São mais saborosos. Em sua produção não há agrotóxicos ou produtos químicos que possam alterá-los.
4- Protege futuras gerações. A agricultura orgânica exclui o uso de fertilizantes químicos solúveis e agrotóxicos. Tem como base a preservação dos recursos naturais.
5- Evita a erosão do solo. Através das práticas conservacionais, recupera e eleva a qualidade do solo.
6- Protege a qualidade da água. Os agrotóxicos utilizados nas plantações convencionais atravessam o solo e poluem rios e lagos.
7- Restaura a biodiversidade, protegendo a vida animal e vegetal.
8- Ajuda os pequenos agricultores. Em sua maioria, a produção orgânica é realizada por pequenos núcleos familiares que têm na terra a sua única forma de sustento.
9- Economiza energia. É o procedimento contrário da agricultura convencional que se apóia no petróleo como insumo de agrotóxicos e fertilizantes e é a base para a intensa mecanização que a caracteriza.
10- O produto é certificado. A qualidade do produto orgânico é assegurada por um Selo de Certificação.
http://www.aao.org.br/

22/10/2010

Você sabe o que são os SAFs?

Sistemas agroflorestais
São sistemas de uso e manejo da terra nos quais árvores e arbustos são associadosaos cultivos agrícolas e/ou animais, em uma mesma área, ao mesmo tempo ou em uma sequência temporal. Em alguns casos a restauração florestal pode ser feita de maneira a permitir a exploração econômica por meioda implantação de "sistemas agroflorestais" ou simplesmente "agroflorestas". Na pequena propriedade rural familiar, as práticas agroflorestais são permitidas, inclusive nas Áreas de Preservação Permanente - APPs (quando autorizadas pelo Ibama). Os sistemas agroflorestais podem ser silvi-agrícolas (árvores, arbustos ou palmeiras e espécies agrícolas); silvipastoris (árvores, arbustos ou palmeiras com plantas forrageiras herbáceas e animais); e agrossilvipastoris (criação e manejo de animais em consórcio silvi-agrícola como, por exemplo, a criação de porcos ou gado em agroflorestas, ou ainda um quintal com fruteiras, hortaliças e galinhas).
Associação Mico-Leão-Dourado
http://www.micoleao.org.br

21/10/2010

Enquanto uns passam fome outros se matam para emagrecer

FDA NEWS RELEASE

For Immediate Release: Oct. 8, 2010
Abbott Laboratories agrees to withdraw its obesity drug Meridia
Abbott Laboratories has agreed to voluntarily withdraw its obesity drug Meridia (sibutramine) from the U.S. market because of clinical trial data indicating an increased risk of heart attack and stroke, the U.S. Food and Drug Administration announced today.
For more information:
Drug Safety Communication: FDA Recommends against the Continued Use of Meridia (sibutramine)
http://www.fda.gov/NewsEvents/Newsroom/PressAnnouncements/ucm228812.htm

Novas contra-indicações de uso da sibutramina

A realização de estudo sobre sibutramina, concluído ao final de 2009, demonstrou um aumento em 16% do risco cardiovascular não fatal nos pacientes tratados com sibutramina, tais como infarto do miocárdio, derrame, parada cardíaca com ressuscitação, comparados aos pacientes tratados com placebo. Denominado SCOUT (Sibutramine Cardiovascular Outcomes), o estudo randomizado, duplo-cego, controlado por placebo foi realizado por um período de 6 anos em aproximadamente 10.000 pacientes com obesidade associada a doenças cardiovasculares e pacientes com diabetes do tipo 2, com sobrepeso ou obesidade, e associada a fatores de risco de doenças cardiovasculares.

O estudo confirma, com maior abrangência no número de pacientes, o que já se encontra advertido em bula sobre aumento no risco do desenvolvimento de eventos cardio e cerebrovasculares com o uso da sibutramina em pacientes com o perfil semelhante ao dos pacientes incluídos no estudo.

 Esta análise é suficiente para que a Anvisa tome a seguinte medida imediata:

Contra-indicar o uso de medicamentos contendo sibutramina para os pacientes com perfil semelhante aos incluídos no estudo em questão.

Informações adicionais

1.    A sibutramina, medicamento de controle especial da lista C1 da Portaria 344/98, é um inibidor da recaptação da serotonina e noradrenalina que atua centralmente para promover uma sensação de plenitude alimentar, sendo indicada no tratamento da obesidade ou quando a perda de peso está clinicamente indicada.
2.    De 2005 até a presente data, o SNVS recebeu 37 notificações de suspeitas reações adversas graves com o uso do medicamento sibutramina. Deste total, 14 notificações eram reações adversas relacionadas ao sistema cardiovascular descritas em bula.
3.    O estudo SCOUT foi a base para as recentes tomadas de decisão das agências regulatórias da União Européia (EMA – European Medicine Agency) e dos Estados Unidos (FDA - Food and Drug Administration).
Após análise do estudo, o Comitê de Medicamentos para Uso Humano (CHMP) da EMA considerou que medidas adicionais de restrição de uso não seriam suficientes para controlar o risco cardiovascular e recomendou a suspensão da autorização de comercialização para o medicamento em toda a União Européia. (2).
Entretanto, nos Estados Unidos não houve a suspensão da comercialização do medicamento. A FDA notificou os profissionais de saúde que a revisão dos dados adicionais indica que os pacientes com história de doença cardiovascular em uso da sibutramina apresentam risco aumentado de infarto e derrame.
ANVISA

Face Your Food - viral video campaign

Do you ever stop to think about where your food comes from?

The food industry has a major impact on the world we live in. Harmful agricultural practices and unfair trade have devastating effects on the environment and the lives of people. On the 16th of October, Fairfood International is launching a viral video campaign ‘Face Your Food’ to compel people to reflect on these issues.

For this campaign, people from across the world are invited to film themselves while eating. The video will then be automatically slowed down and played backwards. By reversing the normal course of things, we believe people will look at their food in a different light and start thinking about where it comes from and what was involved in its production.

Food and beverage production companies have both the power and responsibility to produce food in a sustainable way. And as a non-profit lobby organisation, that encourages food and beverage companies to make their products more sustainable, we at Fairfood International want to make sure they live up to their responsibility. But lobbying multinational companies requires tremendous public support. That’s why we need your help. Participate in our online campaign and show your support for Fairfood on Facebook. Join the food fight!

Emma Herman - Public Relations

Para ver o vídeo: http://www.fairfood.org/

20/10/2010

ACONTECEU

Unidos contra a fome

[ - 10/15/2010]
Irio Luiz Conti
Com esta afirmação impactante a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) está animando a realização de uma campanha internacional que terá sua culminância no dia 16 de outubro, Dia Mundial da Alimentação. Trata-se de uma estrategia que visa colher um bilhão de assinaturas (1billionhungry) de pessoas que se indignam e se manifestam contra este flagelo, que em pleno século XXI ainda vitima milhares de pessoas diariamente, e utilizar este abaixo assinado como pressão política para que os governantes adotem políticas consistentes para alterar este quadro global e nos respectivos países.
Mesmo que as cifras demonstrem um pequeno decréscimo do número de famintos no mundo, a fome ainda é uma realidade que precisa mobilizar a humanidade para ações fortes. Os dados recentes da FAO mostram que ainda são 925 milhões de pessoas que padecem de fome crônica neste mundo que tem alimentos para todos, mas que não os distribui equitativamente.
Isso aponta para a necessidade de mudanças profundas nas políticas internacionais relacionadas à alimentação e à nutrição. E dentre elas é preciso haver mudanças no sistema de governança de longo prazo do sistema alimentar mundial, com um Comitê de Segurança Alimentar Mundial no âmbito da FAO que seja representativo e reconhecido como plataforma que catalize efetivamente a coordenação das políticas de segurança alimentar e nutricional no contexto global.
Um Comitê que adote ações fortes contra a especulação alimentar e a aquisição de terras em grande escala por investidores internacionais para o desenvolvimento de monocultivos intensivos que não favorecem à realização do direito humano à alimentação adequada, ao contrário, causam mais fome.
O Observatório Internacional do Direito Humano à Alimentação e Nutrição, que está lançando seu relatório sobre a fome no mundo nesta semana Mundial da Alimentação, demonstra que nos últimos três anos - que coincidem com o período do agravamento da crise do sistema alimentar global - entre 20 e 50 milhões de hectares de terra foram adquiridos por grandes grupos transnacionais na África, Ásia e América Latina, desalojando comunidades rurais e agravando a fome para grandes contingentes populacionais.
Tanto este Observatório quanto a FAO fazem um chamamento forte para que os estados respeitem os tratados internacionais de direitos humanos, monitorem essa expansão das transnacionais e adotem um conjunto de medidas que efetivamente alterem o quadro de pobreza e fome nos países. Para isso os países ricos e aqueles mais estabilizados, como o Brasil que inclusive tornou-se um país referencial no combate à fome, precisam cooperar solidariamente para com aqueles países que historicamente vem sendo os mais penalizados pela fome, seja por razões de calamidades naturais ou por políticas predatórias adotadas internamente ou sofridas por pressões externas.
Portanto, a situação um pouco mais cômoda do Brasil em relação a outros países mais pobres e miseráveis chama o Estado brasileiro e todos nós a ações pro ativas, tanto no contexto interno quanto internacional, para garantir vida e dignidade para todos e todas.
Irio Luiz Conti é Sociólogo, conselheiro do CONSEA-RS e do CONSEA Nacional e presidente da FIAN Internacional.

ACONTECEU

Nota Informativa sobre o Dia Mundial da Alimentação 2010

[. - 10/14/2010]
No dia 16 de Outubro de 2010, o Dia Mundial da Alimentação entra no seu trigésimo ano de existência. Essa ocasião auspiciosa marca também o aniversário de 65º aniversário de fundação da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação. O tema observado este ano é Unidos Contra a Fome, escolhido em reconhecimento dos esforços feitos na luta contra a fome mundial nos níveis nacional, regional e internacional.

A União contra a Fome se torna realidade quando o estado e organizações da sociedade civil e o setor privado trabalham em parceria em todos os níveis para derrotar a fome, a extrema pobreza e a subnutrição. Nesta questão a colaboração entre os organismos internacionais, em particular as agências das Nações Unidas com sede em Roma [Organização para Agricultura e Alimentação (FAO), Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (IFAD), Programa Mundial de Alimentos (WFP)] desenvolvem um papel estratégico chave, direcionando esforços globais para alcançar a Meta de Desenvolvimento do Milênio 1 – Erradicar a extrema pobreza e a fome - que se propõe a reduzir pela metade  o número de pessoas que passam fome no mundo até 2015.

O Sistema Nações Unidas e outros atores estão juntos no Comitê de Segurança Alimentar Mundial da FAO (CFS). Este recém reformado Comitê inclui países membros e também Agências do Sistema ONU tais como IFAD, WFP e o grupo especial sobre Crise de Segurança Alimentar Mundial, do Secretário-Geral das Nações Unidas, assim como outras organizações que atuam na área de segurança alimentar e nutrição. O Comitê inclui a sociedade civil, ONGs e representantes de vários grupos afetados pela insegurança alimentar, assim como instituições de pesquisa agrícola internacional, o Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional, bancos de desenvolvimento regional, a Organização Mundial de Comércio e será aberto ao setor privado e fundações filantrópicas. O Comitê é atualmente apoiado por um painel de especialistas de alto nível em segurança alimentar e nutricional de forma a tomar decisões rápidas e informadas. Em cerca de 30 países, alianças nacionais de organizações da sociedade civil (CSOs) e agências governamentais colaboram ativamente na defesa da causa e atividades de divulgação, e esse seu envolvimento foi mais fortalecido como resultado da consulta internacional ocorridos na Sede da FAO em junho de 2010.

A Cúpula Mundial da Alimentação sobre Segurança Alimentar, ou a “Cúpula da Fome” realizada em novembro de 2009, adotou a declaração renovando o compromisso feito na Cúpula Mundial da Alimentação de 1996 de erradicar a fome de forma sustentável da face da terra. A Declaração também menciona a necessidade de um aumento no fundo para agricultura nacional e internacional, novos investimentos no setor rural, melhoria da administração das questões globais em parceria com as atores interessados dos setores público e privado, e maior ação para enfrentar a ameaça que a mudança climática representa para a segurança alimentar.

Em 2009, chegou-se ao nível crítico de um bilhão de pessoas no mundo passando fome, em parte devido à alta de preços dos alimentos e a crise financeira, um “trágico acontecimento nos dias de hoje”, de acordo com o Diretor-Geral da FAO Jacques Diouf.  Nas vésperas da cúpula da fome, Dr. Diouf lançou uma petição online para aflorar a afronta moral da situação.  O “Projeto 1 Billion Hungry” convida as pessoas pelos meios sociais online a assinar a petição contra a fome no http://www.1bilionhungry.org/.

19/10/2010

Meu olhar para a Nutrição Sustentável

O olhar da nutrição para um caminho da sustentabilidade utiliza como base vários aspectos que são totalmente voltados para a preservação do meio em que vivemos e para o reaproveitamento de produtos e restos de comida. Ela pode visar também o combate à fome e desnutrição e ao desperdício de alimentos.
            Sabe-se que uma vez o ambiente natural estando danificado pela poluição, contaminação de rios, mares e solos, aumento da temperatura e seca; a produção de alimentos fica prejudicada.
O aumento da temperatura do planeta acarreta secas e chuvas muito intensas, dois extremos que prejudicam a agricultura e a criação de animais.
            Por isso quando falamos de nutrição sustentável queremos dizer preservação do meio ambiente para que nunca falte a produção de alimentos de qualidade e em quantidade suficiente para abastecer toda a população, cumprindo com o direito que todo ser humano tem.
            Desta forma é preciso pensar em alternativas de produção e consumo de alimentos. Dentre elas pode-se destacar:

- Aproveitamento integral dos alimentos;
- Reaproveitamento dos resíduos alimentares;
- Utilização da água de chuva;
- Utilização de fertilizantes naturais;
- Produção agroecológica;
- Criação de animais livres;
- Consumo consciente.



Aproveitamento integral dos alimentos
           
            Ao utilizar cascas, talos e sementes, enriquecemos nutricionalmente a refeição e ainda diminuímos o desperdício de alimentos gerando menos quantidade de lixo e aumentamos a quantidade de preparações o que alimenta um maior número de pessoas.



Reaproveitamento dos resíduos alimentares

            Os restos de alimentos, ou seja, o lixo orgânico pode se tornar adubo para a produção agrícola. Através de composteiras e minhocários este “lixo” torna-se um potente composto nutritivo que só vai fortalecer a produção.
            Reaproveitando estes resíduos também reduzimos o lixo.



Utilização da água da chuva

            Este item tem principal importância em locais onde a seca é muito freqüente. A escassez de água vem atormentando o mundo. Com o aquecimento global isto passou a ser uma das maiores preocupações.
            O aproveitamento da água da chuva é uma alternativa para evitar a seca na plantação e hidratar os animais.



Utilização de fertilizantes naturais

            Grande parte dos solos hoje é contaminada por substâncias químicas utilizadas em agrotóxicos.
            Os fertilizantes naturais podem ser eficazes quando bem utilizados evitando esta contaminação dos solos e, consequentemente, dos alimentos que vão para a mesa do consumidor.



Produção agroecológica

            A produção de alimentos através da agroecologia fortalece o solo deixando-o mais nutritivo, não utiliza produtos químicos para combater pragas, reconstitui a fauna e a flora natural daquele ambiente o que já ajuda a combater pragas, favorece o reaparecimento de nascentes, proporciona um ambiente equilibrado entre a natureza, homem e animais dentre muitos outros benefícios que uma monocultura não oferece.



Criação de animais livres

            Quando confinados os animais se estressam e adoecem. Sua carne fica menos nutritiva e saborosa.
            A criação livre é mais saudável tanto para o animal quanto para o homem que irá consumir sua carne.
            Os animais, assim como o homem, precisam caminhar, descansar na sombra, se alimentar de produtos livres de contaminação (agrotóxicos, hormônios) e beber água limpa. Uma vez que isso não é seguido, quem também pode sofrer é o homem.



Consumo consciente

            A praticidade dos alimentos de hoje aumentou a produção de lixo através das embalagens únicas e deseducou a população que agora opta por uma barra de cereais ao invés da fruta, por exemplo.
            O consumo consciente envolve a atitude da população em adquirir produtos mais saudáveis e que poluem menos o ambiente. O fato de levar uma fruta ou um sanduíche natural feito em casa para o trabalho já é considerado consumo consciente uma vez que deixa de utilizar embalagens e é mais nutritivo que um pedaço de pizza em embalagem especial para ir ao microondas e ficar pronto em 5 minutos.
            Optar por produtos orgânicos, livres de transgênicos, carnes que não vem de criadouros que promovem desmatamento ou maltrata animais, produtos naturais artesanais; tudo isso é considerado consumo consciente. Através dele não estimulamos a poluição nem o maltrato aos animais, mas sim a produção de alimentos saudáveis e nutritivos num ambiente também mais saudável e habitável.



Atitudes que podem surtir efeito

            Hortas urbanas e escolares; feiras de pequenos produtores incentivando a agricultura familiar; estímulo à culinária que utiliza integralmente os alimentos; estímulo à fabricação de composteiras.

Justificativa

            A nutrição sustentável proporciona um ambiente mais saudável para viver, além de combater a fome e a desnutrição.
            O aproveitamento integral dos alimentos e agricultura familiar agroecológica já melhora a nutrição de muitas famílias. As carências nutricionais correspondem a um grande número da mortalidade infantil. A FAO estima em 1,9 milhão de crianças menores de 5 anos que morrem de desnutrição todos os dias e 1 bilhão de pessoas passam fome no mundo; 1020 milhões passam fome todos os dias (http://www.fao.org/news/story/en/item/20568/icode/).
             Por estes motivos a busca por uma alimentação mais saudável no sentido de nutrir e alimentar a população e também preservar o meio ambiente é completamente viável nos dias de hoje. A busca por alternativas aos padrões de consumo e produção de alimentos tornou-se essencial para atingirmos um mundo mais sustentável e justo.