Nutrição Sustentável


Nutrição Sustentável - Para uma saúde verdadeira

07/08/2011

A poluição por trás dos bastidores

Venho acompanhando a correria do trabalho dentro de uma cozinha industrial, ou seja, em um restaurante.

Ninguém imagina ao sentar-se na mesa de um restaurante para comer, que por trás daquela comida há muito lixo envolvido, muito desperdício, muita sujeira jogada no ralo para o planeta absorver.
São quilos e mais quilos de lixo por dia, são gorduras desprezadas ralo abaixo, são muitas embalagens usadas, são litros e litros de água e detergente. Quannnnta poluição meu Deus.

Isso dói o coração de quem defende a natureza e presencia essa destruição todos os dias. Dói também o coração de quem combate a fome e o desperdício e é obrigada a jogar fora quilos de comida no lixo quando o cozinheiro errou o tempero.

Graças a Deus consegui uma Ong que recolhe os talos e cascas desperdiçados e alimentam pessoas com eles. Estou prestes a conseguir diminuir as embalagens, enxugando um pouco o lixo. O óleo não será mais desprezado direto no ralo. São pequenas coisas que com o tempo se tornam grandes.

Precisamos fazer a diferença por onde passamos. Minha vida agora é lá dentro e enquanto durar vou procurar sempre uma melhora. É um trabalho de formiguinha, mas que já ajuda muito, acredito eu.

Então, aqui vai uma dica: vamos tentar evitar comer fora de casa e alimentar essa produção em massa que aumenta a poluição e a fome e não está diante dos olhos de muitos, mas que existe sim! Vamos compartilhar mais momentos gostosos com os amigos ou com a família cozinhando juntos e distribuindo amor para a comida ficar mais gostosa. Vocês verão a diferença ao saboreá-la. Lembrem-se, vocês estarão diminuindo o impacto no planeta. Menos comida para servir, menos produção, menos poluição, menos desperdício, mais saúde.

Bom apetite!

Em meio a correria

Nunca penssei que um dia viveria o que estou vivendo.
Acordar cedo depois de muito tempo está sendo bom. Ter o que fazer depois de muito tempo está sendo ótimo, ocupa a cabeça. Trabalhar servindo aos outros é mais difícil. Quando no emprego ainda vemos injustiça e escravidão fica tudo mais difícil ainda. Mas quando você para e pensa: "foi Deus que me deu este trabalho", você aceita e agradece.
Morar em São Paulo não é tão ruim quanto eu pensava. É preciso adaptar-se.
Que correria, que estresse, que tumulto e, ao mesmo tempo, que solidão.
Que bom estar perto de quem amo, que bom poder fazer o que te dá vontade, quando resta um tempinho. Que bom sorrir todos os dias com quem não te deixa chorar.
Minha vida hoje é assim.
Por isso não escrevo mais no blog, por isso não entro tanto na internet, por isso escrevo à todos que me acompanham ou me acompanharam um dia e peço desculpas pela falta de informação nesta página.

Tentarei me esforçar mais.

29/06/2011

Hortas em parques para alimentar os moradores de rua



Lembro quando li uma reportagem que falava sobre os parques públicos americanos que contava com mutirões das pessoas que moram perto dele para cuidar dos gramados e flores. Achei genial e gostaria que o mesmo fosse feito aqui. Mas agora eu já vi que isso era só um começo a melhor ideia foi feita pelo movimento Grow Local Colorado: Moradores cuidam do parque e criam uma horta para ajudar os moradores de rua!
A ideia já vem sendo praticada no Colorado (EUA) e oferece alimentos orgânicos de qualidade para os moradores de rua e, de quebra, uma sensação de cidadania ainda maior para a população que toma conta dos parques e de suas respectivas hortas.
Lá já são 14 hortas desde o segundo semestre de 2010 que ficam em oito parques diferentes, todo na mesma cidade. Eles fazem associação com albergues e centros de apoio a desabrigados, o mais novo acordo foi feito com um guroi que ajuda crianças e mulheres sem-teto.
A pergunta que fica é: Quando alguém vai criar isso no Brasil? Me chamem, por favor.

http://www.eco4planet.com/

11/05/2011

Radioatividade em alimentos é tema de discussão em Workshop sobre Segurança Alimentar


02/05/2011

 
A Segurança Alimentar está entre os temas que não se esgotam e exigem uma continuidade de debates para gerar informações científicas que fomentem o diálogo e novas visões de pesquisadores e da indústria. É para atender esta necessidade que o ILSI Brasil promove mais uma edição do Workshop “Atualidades em Food Safety”, agendado para 19 de maio, em São Paulo.
 
O objetivo do evento é discutir questões atuais relativas a aditivos e contaminantes alimentares, inclusive a radiotividade em alimentos, tema que merece ser amplamente debatido diante das dúvidas que surgiram depois do recente acidente com a usina nuclear no Japão. Este e outros temas estarão em pauta. Os dados recentes de estudos de instituições como CODEX ALIMENTARIUS, European Food Safety Authority (EFSA), FDA, ANVISA, MAPA servirão como referência para alinhar as palestras, relacionadas aos riscos toxicológicos e microbiológicos potenciais, ocasionados pela ingestão de alimentos e que podem trazer riscos à saúde.
 
Este ano, a programação inclui abordagens sobre Contaminantes Inorgânicos: status regulatório; Dioxina em alimentos; Migração de compostos de embalagens plásticas; Bisfenol A em embalagem para alimentos; Resíduos de fármacos veterinários em alimentos, Cloropropanóis: formação e ocorrência em alimentos; Furano em Alimentos: dados do Brasil e um painel sobre radioatividade em alimentos.
 
“Há uma preocupação pública constante quanto aos riscos toxicológicos potenciais decorrentes da ingestão diária de substâncias químicas encontradas nos alimentos. Muitas vezes há uma interpretação e compreensão errôneas associadas à segurança destes produtos. Assim, é fundamental discutir os diferentes aspectos deste universo para que haja uma constante atualização dos conhecimentos científicos nesta área”, alerta Maria Cecília Toledo, pesquisadora da UNICAMP e coordenadora científica do evento.
 
Serviço : Atualidades em Food Safety
Data – 19 de maio - Horário – das 8 às 17hs
Local - Tivoli São Paulo Mofarrej - Alameda Santos, 1437 – Jardins / SP
Mais informações e inscrições -
www.ilsi.org.br / e-mail foodsafety2011@ilsi.org.br

30/04/2011

Centro da ONU lança série multimídia sobre a erradicação da pobreza


Brasília, 26 de abril de 2011 - O desafio da erradicação da miséria entrou de vez para a agenda política dos líderes mundiais. A discussão sobre estratégias para aliar crescimento econômico com inclusão social vem recebendo grande atenção por parte de governos de vários países em desenvolvimento e emergentes, com destaque para o Brasil, Índia, China e África do Sul, que intensificam cada vez mais o diálogo político e o intercâmbio de ideias na área social. Com o objetivo de promover o debate sobre estratégias de redução da pobreza a partir das experiências dos demais países em desenvolvimento, o Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG) lançou a série “Ideias para Erradicar a Miséria”. O capítulo lançado hoje focaliza o Bolsa Família e apresenta avaliações sobre o programa e experiências em transferências de renda de outros países, como a Índia, Nicarágua e México.

A série consistirá em sete capítulos semanais, que abordarão diversas questões e enfoques sobre a temática da erradicação da pobreza, tais como conceitos de proteção social, diferentes abordagens sobre a gestão de programas de transferência de renda, inovações na geração de empregos e agricultura familiar. Cada capítulo trará um episódio do documentário “Uma Jornada pela Proteção Social no Brasil”, produzido em dezembro de 2010 no âmbito do Programa África-Brasil de Cooperação em Desenvolvimento Social, bem como publicações e materiais de referências do IPC-IG e de sua rede de parceiros. Para o Assessor de Comunicação do Centro, Francisco Filho, a série “busca tornar as iniciativas de outros países mais conhecidas no Brasil. Buscamos engajar a sociedade civil na discussão sobre políticas sociais; por isso, o lançamento em parceria com várias organizações da sociedade civil no país”.

O primeiro capítulo abordou o conceito de proteção social a partir de entrevistas com pesquisadores e conselheiros do IPC-IG e do IPEA e de artigos que discutem as recentes experiências da Índia, Zâmbia, Quênia e Indonésia. De acordo com Fábio Veras Soares, Coordenador de Proteção Social e Transferências de renda do IPC-IG, “o país só vai conseguir crescer de maneira inclusiva, mais homogênea e equânime, se, ao mesmo tempo em que cresce, conseguir distribuir os frutos do crescimento de uma maneira mais equitativa e se conseguir prioritariamente atender às populações mais pobres e marginalizadas”.

O Brasil, expoente entre as economias emergentes, figura entre as principais referências na área de proteção social, que busca aliar o desenvolvimento econômico à inclusão daqueles que ficaram de fora da distribuição dos frutos desse crescimento. Os resultados alcançados pelo país surpreendem a comunidade internacional. Entre 2003 e 2008, houve redução de 43,03% da pobreza no Brasil, que corresponde à saída de 19,3 milhões de pessoas da miséria ou pobreza extrema (renda per capita abaixo de R$ 137,00 a nível domiciliar). A desigualdade no país, conforme medida pelo coeficiente de Gini, caiu de 0,59 em 2001 para 0,53 em 2007. (Fonte: CPS/FGV e PNUD).

https://www.fao.org.br/

Agroecologia


capa.jpgA ciência busca unir conhecimentos científicos e humanos para obter uma agricultura plenamente sustentável / Foto: David Bradbeer
Agroecologia é uma ciência ou campo de conhecimentos de natureza multidisciplinar, cujos ensinamentos buscam contribuir com a construção de estilos de agricultura de base ecológica e com a elaboração de estratégias de desenvolvimento rural, tendo-se como referência os ideais da sustentabilidade numa perspectiva multidimensional. Ela é, portanto, uma proposta alternativa de agricultura familiar socialmente justa, economicamente viável e ecologicamente sustentável.

A agroecologia não deve ser considerada algo isolado, e sim uma ciência integradora que agrega conhecimentos de outras ciências, além de agregar saberes populares e tradicionais provenientes das experiências de agricultores familiares de comunidades indígenas e rurais.
Na agroecologia a agricultura é vista como um sistema vivo e complexo, inserida na natureza rica em diversidade vegetal, mineral e animal, onde existem infinitas formas de relação entre estes e outros habitantes do planeta. Ela ainda engloba modernas ramificações e especializações, como agricultura biodinâmica, ecológica, natural, orgânica, os sistemas agro-florestais, permacultura, entre outros.

Segundo a pesquisadora Ivani Guterres, a abordagem agroecológica propõe mudanças profundas nos sistemas e nas formas de produção. “Na base dessa mudança está a filosofia de se produzir de acordo com as leis e as dinâmicas que regem os ecossistemas – uma produção com e não contra a natureza. Propõe, portanto, novas formas de apropriação dos recursos naturais que devem se materializar em estratégias e tecnologias condizentes com a filosofia-base", diz.

A agroecologia pode ser vista, portanto, como uma abordagem da agricultura que se baseia nas dinâmicas da natureza. Dentro delas se destaca a sucessão natural, a qual permite que se restaure a fertilidade do solo sem o uso de fertilizantes minerais e que se cultive sem uso de agrotóxicos.
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Algumas das metas da agroecologia / Imagem: UFV

União das ciências naturais e sociais

Uma das maiores inovações trazida pelos estudos agroecológicos é a junção harmônica de conceitos das ciências naturais com conceitos das ciências sociais. Tal junção permite o entendimento acerca da agroecologia como ciência, como movimento e como prática dedicada ao estudo das relações produtivas entre homem-natureza, visando sempre a sustentabilidade ecológica, econômica, social, cultural, política e ética.

Por isso o resgate de saberes de comunidades indígenas e camponesas tradicionais é essencial e está atrelado à formulação de saberes acadêmico-científicos, buscando a cooperação e a unidade desses diferentes conhecimento na construção da agroecologia.
Para a agrônoma Ana Primavesi, esse laço entre o saber tradicional e popular é essencial nesse campo. "Sempre que os manejos agrícolas são realizados conforme as características locais do ambiente, alterando-as o mínimo possível, o potencial natural dos solos é aproveitado. Por essa razão, a agroecologia depende muito da sabedoria de cada agricultor desenvolvida a partir de suas experiências e observações locais."

Todos esses fatores tem feito com que a agroecologia se tornasse peça chave na agricultura e no desenvolvimento sustentável. Tanto que o campo já ganhou apoio de organizações como a ONU, que apresentou um documento em março de 2011 onde afirma que a agroecologia é subestimada por muitos governos.

O relatório, intitulado Agroecology and the right to food, apresenta os resultados dos últimos cinco anos de pesquisa na área de práticas agroecológicas e defende o aumento da utilização da técnica, que tem tido êxito em diversos locais do mundo.

15/04/2011

MDA e França vão defender Agricultura Familiar no G20

Agricultura Familiar ganhará destaque no encontro agrícola em Paris.

Talentos do Brasil: moda da agricultura familiar é vendida em Mônaco

15/04/2011 02:20

Vestidos e blusas de artesãs do projeto Talentos do Brasil serão comercializados em uma loja de produtos ecológicos e da economia solidária em Mônaco, microestado situado ao Sul da França, a partir da próxima semana. São peças dos grupos Florestas, do Amazonas, e Lã Pura, do Rio Grande do Sul. A venda é fruto da negociação feita pelo Talentos durante a feira de moda Prêt-à-Porter, que aconteceu na cidade de Paris, em setembro de 2010.
O grupo Florestas trabalha com a fibra de juta, cipó ambé e cipó titica, sementes, sobras de madeira e de látex com detalhes coloridos em chita. Com esse material, 39 artesãs de duas comunidades às margens do Rio Madeira e outra da cidade de Manicoré, a 390 quilômetros de Manaus, fazem bolsas, chapéus, acessórios e roupas. Os homens colhem o látex para produzir borracha e as mulheres aproveitam a sobra em delicadas peças de artesanato.
O grupo Lã Pura é formado por artesãs de dois municípios da Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul – São Borja e Uruguaiana. A matéria-prima é a lã de ovelhas e carneiros da raça crioula. A lã é tingida, fiada e transformada em xales, mantas, echarpes e vestuário. As artesãs gaúchas também usam crina de cavalo para a confecção de bijuterias e bolsas, com uma proposta que une o tradicional ao contemporâneo.
O projeto também começa a vender peças para a Inglaterra e já começou a negociar com Japão e Bélgica.
O Programa Talentos do Brasil
O Talentos do Brasil é desenvolvido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), e conta com as parcerias do Programa Texbrasil (ABIT e APEXbrasil) e com o apoio da Agência de Cooperação Alemã (GTZ) e do Ministério do Turismo (MTur). O projeto é um importante instrumento de geração de trabalho e renda para artesãs da agricultura familiar por meio do fortalecimento do processo de gestão, promoção e comercialização dos grupos artesanais. Reúne cerca de duas mil artesãs e artesãos do meio rural de 12 estados brasileiros, organizados em 19 cooperativas que, juntas, integram a Cooperativa Nacional Marca Única – Cooperunica. O projeto possui um portfólio com mais de 1500 produtos.

http://www.mda.gov.br/portal/noticias/item?item_id=7478763

Preços altos dos alimentos são a maior ameaça aos pobres, afirma Banco Mundial


 milho foi o produto que mais contribuiu para a alta dos pre�s
Milho registrou a alta mais considerável nos preços/Foto: Francisco Porto-Portugal
O presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, afirmou na quinta-feira, 14 de abril, que os preços altos e voláteis dos alimentos são hoje "a maior ameaça aos pobres ao redor do mundo". Dados apresentados pela instituição financeira apontam que novos aumentos podem colocar milhões de pessoas em situação de pobreza extrema.
De acordo com Zoellick, os preços dos alimentos já estão 36% mais altos que há um ano e um novo aumento de 10% colocaria mais 10 milhões de pessoas em situação de pobreza extrema (renda menor que US$ 1,25 por dia). Quando a projeção é de alta de 30%, o número de pessoas afetadas passaria a 34 milhões. Desde junho de 2010, 44 milhões de pessoas ingressaram na categoria de pobreza extrema, levando o número de indivíduos que se encontram nessa situação em todo o planeta para 1,2 bilhão.
"Mais pessoas podem se tornar pobres por causa dos preços altos e voláteis dos alimentos", alertou Zoellick, em Washington, onde será realizada a partir desta sexta-feira (15) a reunião de primavera do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI).
Segundo o Banco Mundial, as crises recentes em países árabes e muçulmanos do Norte da África e do Oriente Médio contribuíram para a alta nos preços internacionais dos combustíveis e acabaram tendo impacto também no aumento dos preços globais dos alimentos e na estabilidade das nações mais afetadas.
"Os preços dos alimentos não foram a causa das crises no Oriente Médio e no Norte da África, mas são um fator agravante", observou Zoellick, ao afirmar que a inflação dos preços dos alimentos chega a dois dígitos em países como o Egito e a Síria, palcos de revoltas populares recentes.
Entre os produtos que contribuíram para a alta dos preços estão o milho (aumento de 74% em um ano), trigo (69%), soja (36%) e açúcar (21%). Os preços do arroz, porém, permaneceram estáveis, segundo um relatório do Banco Mundial.
Outros fatores que influenciaram a alta recente dos alimentos são problemas climáticos em países exportadores, restrições a exportações em alguns mercados e baixos estoques globais. O Banco Mundial cita ainda entre os fatores que influenciaram a alta dos preços o aumento do uso de grãos para a produção de biocombustíveis.
Entre as medidas sugeridas para combater o problema está priorizar o uso de grãos para a alimentação, em detrimento de biocombustíveis, quando os preços dos alimentos excederem certos limites.
Segundo os estudos do banco, os países mais pobres são mais afetados pela inflação dos alimentos do que as nações de maior renda.
Outras medidas que poderiam reduzir esse impacto, diz o Banco Mundial, sugerem programas nutricionais e de assistência social para os mais pobres, remover restrições à exportação de grãos e melhorar a capacidade dos países de lidar com a volatilidade, por meio de instrumentos de mercado financeiro, melhores ferramentas de previsão do tempo e mais investimentos em agricultura.

08/04/2011

E há pessoas que sustentam a idéia de Belo Monte

"Botaram fogo na minha plantação", diz desalojado por hidrelétrica do Madeira


(Foto: Rogério Cassimiro)

O agricultor Jacob Belarmino mora de favor num quartinho de dimensões modestas na cidade de Porto Velho, capital de Rondônia. Há oito meses, ele e sua família de seis pessoas se amontoam em colchões no chão e no único beliche do cômodo. Comem o que a solidariedade dos vizinhos lhes permite. Sua condição já foi mais abastada. Belarmino diz que, no passado, chegou a ganhar cerca de R$ 2 mil por semana com a venda da banana que nascia em suas terras. Sem contar o dinheiro do gado, dos porcos, das cabras. Para os padrões amazônicos, tinha uma vida rica. Num piscar de olhos, tornou-se quase miserável.

A família de Belarmino é só uma das milhares atingidas pelas obras da hidrelétricas do rio Madeira, nos arredores de Porto Velho. As construções atraíram dinheiro e empresas para a região. Geraram empregos. Aumentaram a arrecadação de impostos. Com o progresso, porém, chegou também o aumento da violência, do uso de drogas e da prostituição. A explosão da população. O caos no sistema de saúde. E esses são só os impactos indiretos.

As obras atingiram milhares de pessoas que viviam à beira do rio. As usinas vão alagar uma área próxima de 600 km2. Não é muito, comparado aos reservatórios de usinas construídas no passado (Tucuruí, inaugurada nos anos 80 no Pará, inundou quase 3 mil km2). A redução dos reservatórios é possível graças à tecnologia de fio d’água, um avanço na engenharia. A despeito do alagamento sumário, os problemas desta etapa são grandes. Nas margens afetadas vivem cerca de 2.300 famílias. Estão ali há anos, próximas da floresta, de suas plantações e de igarapés. É um modo de vida singular – e difícil de ser reproduzido.

Em muitas casas, o rio passava próximo ao quintal. O contato com o verde se dava em tempo integral. Há muitos relatos de moradores sobre a tristeza vinda com a mudança. Eles dizem que alguns idosos caíram em depressão. Uns foram embora. Outros morreram de tristeza. Essas pessoas não abandonaram só suas casas. Deixaram para trás uma história, um jeito de existir. A situação de Belarmino é ainda mais crítica. Era dali que ele tirava o sustento da família.

Belarmino vivia com a família em uma casa de palafita em uma ilha de 450 hectares (ou 450 campos de futebol) no rio Madeira. Havia 20 anos que ele estava ali. Seus antepassados chegaram há 100 anos. Ele diz que os bisavós estão enterrados às margens do rio. Era posseiro, mas tinha a documentação do INCRA que atesta o direito adquirido do imóvel. Além da floresta e da vida tranquila, o que tinha de mais valioso na propriedade era 22 mil pés de banana.

O agricultor diz que a Santo Antônio Energia, consórcio responsável pela usina que vai encher de água suas terras, avaliou seu imóvel considerando todas as bananeiras. O tamanho da indenização se dá de acordo com o valor do imóvel e das benfeitorias que há nele, como plantações, casa de farinha, floresta em pé para ser cortada e vendida. No dia 10 de julho do ano passado, um sábado, Belarmino estava em Porto Velho a trabalho quando recebeu uma ligação. Era um amigo contanto que dezenas de homens e máquinas tinham entrado na ilha. Estavam derrubando árvores, queimando os plantios (as bananeiras, inclusive). “Botaram fogo na minha plantação. Dois dias depois, eles apareceram na minha propriedade dizendo que ela tinha bem menos pés de banana, para baixar o valor da indenização”, afirma Belarmino. “O primeiro laudo dizia 22 mil. O segundo, 13 mil pés, sendo que 60% destes estariam doentes. Eles querem me pagar muito menos que o justo”.

A família precisou deixar o local. Afugentados pelo fogo, os animais começaram a invadir a casa. Sem as árvores, uma barreira natural que ajuda a amenizar os ventos das tempestades, as paredes ficaram vulneráveis. Belarmino se mudou para a residência de um amigo, depois de outro. A peregrinação já dura oito meses. Sem renda, eles agora vivem de doações de cestas básicas. A empresa admite que cortou sem intenção alguns pés de banana. “Durante a limpeza [desmatamento autorizado pelo Ibama para a construção das usinas] da ilha andamos cortando umas bananas dele”, afirma Carlos Hugo Annes de Araújo, diretor de sustentabilidade da Santo Antônio Energia.

Depois de um longo impasse, Belarmino entrou na Justiça contra a Santo Antônio Energia. A empresa fez o mesmo. Araújo diz que o caso da família é isolado. “Das 1.700 famílias a serem realocadas por causa da hidrelétrica, somente 100 entraram com processos judiciais”, diz o diretor. “Cinquenta já foram julgados, com 100% de aprovação. Ganhamos todas as causas”. Na semana passada, um juiz teria dado o veredicto sobre o caso de Belarmino. A companhia ganhou mais uma vez.

Por problemas deste tipo, as obras do Madeira são hoje o maior foco de desmatamento na Amazônia. E não representam um bom exemplo para a polêmica hidrelétrica de Belo Monte.

http://colunas.epoca.globo.com/planeta/

Aconteceu



Movimentos sociais protestam contra reforma do Código Florestal e uso de agrotóxicos

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Manifestantes da CUT contra a reforma no Código Florestal / Fotos:
Marcello Casal Jr-ABr
Pequenos agricultores, trabalhadores rurais sem terra, ambientalistas, representantes das populações atingidas pela construção de barragens, quilombolas, estudantes e integrantes de várias entidades sociais promoveram na quinta-feira, 7 de abril, em Brasília, uma marcha contra a reforma do Código Florestal e o uso de agrotóxicos.
Segundo Paola Pereira, da coordenação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), os movimentos sociais decidiram aproveitar o Dia Mundial da Saúde, comemorado no dia 7, para lançar a Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida. O principal objetivo da iniciativa é conscientizar a população sobre os riscos do uso indiscriminado de defensivos agrícolas, a falta de fiscalização, a contaminação dos solos e águas por essas substâncias e seu impacto na saúde dos trabalhadores rurais e da população em geral.
“É preciso discutir o assunto entre os agricultores, nas escolas, nos espaços públicos e projetos de lei. Temos que pressionar o governo para que suas agências fiscalizem, de fato, a utilização dos agrotóxicos. Desde 2009, o Brasil é campeão mundial no uso destes produtos”, afirmou Paola.
Quanto à reforma do Código Florestal, Paola comentou que o MST é contra o projeto já apresentado pelo deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP). “Se é preciso fazer alterações, nós temos que chamar a sociedade para o debate. Isso não é algo a ser discutido apenas com o lobby político dos ruralistas no Congresso [Nacional]”.
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Para José Josivaldo Alves de Oliveira, da coordenação nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), a proposta de Aldo Rebelo seria “um grave retrocesso em termos ambientais”. “A questão da mudança do Código Florestal unificou os vários movimentos sociais. E, embora não tenhamos ilusão e saibamos que é uma luta difícil e desigual, estamos convencidos de que se conseguirmos mobilizar a sociedade brasileira, conseguiremos evitar que o projeto do deputado seja aprovado”, declarou Josivaldo.
Já o coordenador adjunto de Política e Direito do Instituto Socioambiental (ISA), Raul do Valle, classifica como “mentirosa” a campanha a favor da reforma do Código Florestal nos termos propostos pelo deputado Aldo Rebelo (PcdoB-SP), relator do projeto. “Nós queremos políticas públicas. Queremos a ajuda do Estado na forma de assistência técnica. Já à bancada ruralista, só interessa o perdão das multas. E, com base em mentiras, numa campanha terrorista, eles vêm conseguindo obter apoio para modificar a legislação de uma forma que beneficia somente aos grandes proprietários”.
Integrante da direção da Federação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar (Fetraf), Maria da Graça Amorim, defende que o atual Código Florestal não é empecilho para a produção agrícola familiar e que as mudanças propostas beneficiarão apenas os grandes produtores. “Nós só precisamos de alguns hectares para produzir. Já o agronegócio pegou as melhores terras, desmatou-as porque não mora nelas, coloca agrotóxico porque não consome o que produz e, agora, ainda quer desmatar as beiras dos rios.”
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De acordo com a agricultora Julciane Azilago, do Movimento Mulheres Camponesas (MMC), se o governo quer estimular a agricultura basta disponibilizar mais recursos para os produtores familiares. “A maioria dos créditos do governo vão para os grandes produtores, sendo que o pequeno agricultor é quem gera muito mais empregos e produz a maior diversidade de alimentos. E é justamente o agronegócio quem mais utiliza agrotóxicos”.
Os integrantes dos movimentos sociais também entregaram um documento, com seu posicionamento acerca do Código Florestal, à ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. As entidades defendem a manutenção dos atuais índices de reserva legal e de áreas de preservação permanente, bem como a obrigação da recuperação de todo o passivo ambiental nessas áreas, a não-anistia aos desmatadores, a criação de políticas públicas que garantam a recuperação produtiva das áreas protegidas e o desmatamento zero em todos os biomas brasileiros, com exceção dos casos de interesse social.
*Colabrou Juliana Maya, repórter da Rádio Nacional da Amazônia

http://www.ecodesenvolvimento.org.br/posts/2011/abril/movimentos-sociais-protestam-contra-reforma-do

Especialistas alertam para o perigo dos agrotóxicos para o meio ambiente

http://www.ecodesenvolvimento.com/
agrot�icosAgrotóxicos/Foto: Arthur Tahara
Especialistas que participaram de mesa-redonda promovida pela Rádio Nacional de Brasília, da Empresa Brasil de Comunicação, para debater o uso inadequado de agrotóxicos nas lavouras, alertaram para a importância de substituir os defensivos agrícolas por produtos de menor toxicidade e também para o perigo do uso de agrotóxicos contrabandeados.
Eles observaram que é preocupante a contaminação dos produtos agrícolas e de origem animal que pode afetar a saúde humana. Professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro e ex-presidente da Comissão Nacional de Energia Nuclear, José Luiz Santana, um dos debatedores, ponderou que o uso de defensivos acaba sendo necessário para que a produção agrícola mundial se situe no patamar anual de 2 bilhões de toneladas de grãos.
Por isso, segundo ele, “é preciso que a própria sociedade cobre o emprego correto desses produtos de forma que os efeitos negativos para a saúde do consumidor sejam reduzidos”.
O médico e doutor em toxicologia da Universidade Federal de Mato Grosso Wanderlei Pignatti afirmou que, em 2009, foram utilizados, no Brasil, 720 milhões de litros de agrotóxicos. Só em Mato Grosso, foram consumidos 105 mil litros do produto. Ele indaga “onde vai parar todo esse volume” e defende a reciclagem das embalagens vazias a fim de não contaminarem o meio ambiente.
Pignatti alerta que a chuva e os ventos favorecem a contaminação dos lençóis freáticos. Entre os defensivos agrícolas mais perigosos, ele cita os clorados, que estão proibidos em todo o mundo e ainda são utilizados largamente no Brasil. São defensivos que causam problemas hormonais e que podem afetar a formação de fetos, segundo o médico.
O professor relatou que, nos locais onde o uso de agrotóxicos não é feito com critério, encontram-se casos de contaminação do próprio leite materno, “o alimento mais puro que existe”, o que ocorre pela ingestão do leite de vaca. “A mulher vai ter todo o seu organismo afetado quando o seu leite não estiver puro e os efeitos tóxicos podem ficar armazenados nas camadas de gordura do corpo”.
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Lençol freático contaminado/Foto: Tracy Barnett
Ele lembrou ainda há resolução do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento que proíbe a pulverização de agrotóxicos num raio de 500 metros onde haja habitação e instalações para abrigar animais, distância que tem que ser observada também em relação às nascentes.
O engenheiro agrônomo Mauro Banderali, especialista em instrumentação ambiental na área de aterros sanitários, reconhece que, apesar da cultura de separação do lixo tóxico em aterros que há existe no país, ainda não se sabe exatamente o potencial dos agrotóxicos para contaminar o solo e a água e, consequentemente, os seres humanos pelo consumo de alimentos cultivados em áreas pulverizadas.
“A preparação do campo para o plantio é, frequentemente, feita sem se saber se vai vir chuva. Quando o tempo traz surpresas, ocorre a contaminação das nascentes em lugares onde a aplicação foi demasiada”, afirmou.
O professor José Luiz Santana ressalva que há, no país, propriedades muito bem administradas onde há a preocupação de manter práticas sustentáveis. Ele, no entanto, denunciou que há agricultores que usam marcas tidas como ultrapassadas na área dos químicos e que podem ser substituídas por alternativas de produtos mais evoluídos, disponíveis no mercado.
Para ele, apesar da seriedade do assunto, “não se deve assustar as pessoas quanto ao consumo de alimentos”, já que as áreas do governo que cuidam do tema têm o dever de trabalhar pelo bom uso dos agrotóxicos e, além disso, conforme ressaltou, a agricultura conta com um “trabalho de apoio importante por parte de organizações não governamentais que procuram difundir o uso correto dos defensivos agrícolas.


28/03/2011

Designer usa técnica de refração para manter moscas longe de alimentos


O designer mexicano José de la O criou uma esfera anti-mosca ecologicamente correta, baseada em uma técnica antiga usada tradicionalmente em comércios de alimentos ao ar livre: a refração da água. A utilização de um saco plástico cheio de água pendurados no teto de quiosques nas ruas, é uma forma de espantar as moscas para longe na maioria dos mercados urbanos de alimentos.  Foi pensando nisso que o designer mexicano criou a esfera anti-mosca e a colocou à venda pela internet. 

O conceito tem como tese, a refração que pode confundir algumas espécies de insetos, especialmente a mosca, que conta com um conjunto de olhos imensamente sensíveis dos quais permitem que vejam simultaneamente em múltiplas direções. O senso de direção destes animais baseia-se na direção da qual provém a luz do sol e de acordo com entomologistas (que estudam insetos), a luz refratada confunde o inseto e ele foge.

Embora algumas pessoas acreditem que sacos plásticos transparentes com água afastem diversos tipos de insetos voadores, a maioria acredita que o sucesso desta técnica sirva somente para moscas dotadas de olhos complexos.

Há controvérsias quanto à eficácia desta metodologia, críticos definem como lenda e atribuem as histórias de sucesso às pessoas que confundem a correlação e causa, ou seja, para medir a eficácia é necessário considerar a frequência com que estes animais ocorrem. De qualquer forma, a mosca pode carregar nas patas milhões de microorganismos que, dependendo da quantidade, causam doenças.

Além da solução oferecida por José de la O, as pessoas podem fazer os seus próprios repelentes, usando apenas um saco transparente e água. Assim, a exposição dos alimentos às doenças transmitidas por insetos pode ser reduzida consideravelmente.

18/03/2011

Prejuízo da agricultura orgânica foi menor que o da produção convencional na serra fluminense

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil


Rio de Janeiro - Embora os produtores orgânicos tenham sofrido perdas em decorrência das fortes chuvas que assolaram a região serrana fluminense em janeiro, os prejuízos registrados pelo setor foram menores que os da agricultura tradicional. Essa é a principal conclusão do relatório apresentado hoje (18) pela Sociedade Nacional de Agricultura (SNA). A exemplo do que ocorreu com os agricultores convencionais, os produtores orgânicos foram afetados também por dificuldades no escoamento e pela falta de energia, entre outros problemas. Mas, devido às práticas agroecológicas, que incluem não desmatar e cuidar dos rios e das matas ciliares, as propriedades foram menos afetadas pelas fortes enxurradas de janeiro e, consequentemente, perderam menos.

“Por mexer menos na natureza, por cuidar mais do meio ambiente, ter áreas de produção, além de uma produção variada. Eu acho que essa lição deve ser pensada nos municípios”, disse à Agência Brasil a diretota da SNA Sylvia Wachsner. O relatório foi divulgado pelo Fórum de Desenvolvimento Estratégico da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), em Teresópolis.

A Comissão da Produção Orgânica do Rio de Janeiro (CPOrg-RJ), ligada ao Ministério da Agricultura, levantou informações referentes ao período de janeiro até o dia 17 de fevereiro que mostram que a situação mais crítica foi enfrentada pelos produtores orgânicos no assentamento agrário Fazenda Alpina, em Teresópolis. Naquele assentamento, 45 das 93 famílias perderam tudo, incluindo casas, benfeitorias e terras agricultáveis. No Sítio Solstício, o produtor rural Renato Agostini, que já fazia a comercialização de seus produtos no varejo, sofreu perdas de lavoura não só pelas chuvas, mas pela falta de energia que se seguiu à enxurrada. No distrito de Itaipava, em Petrópolis, a família do produtor rural Shigeharu Katsumoto perdeu toda a produção em 500 metros de estufas, mais 1.000 metros quadrados de mudas de árvores frutíferas e hortaliças.

Em Nova Friburgo, foi registrada perda parcial do galpão de flores e frutas de produtores da localidade de Vargem Grande. Em São José do Rio Preto, uma fábrica de ração teve perda de maquinário e matéria prima, além de produto final. No município de Bom Jardim, produtores do Sítio das Quaresmeiras perderam toda a produção de goiabada e bananada orgânicas armazenada em geladeiras e câmaras frias.

A SNA apresentou propostas para que os municípios se recuperem economicamente e possam estar preparados para os eventos ambientais e esportivos de nível mundial, que ocorrerão no Rio de Janeiro já a partir deste ano. Para a diretora, é preciso “aprender com o problema e ver como os municípios ficam mais fortes, ajudando-os a pensar no futuro nos próximos seis a sete anos”.

Entre as propostas, Sylvia destacou a continuidade das práticas agroecológicas, com menor interferência na natureza, utilizando menos agrotóxicos. “É muito importante para a saúde dos produtores e do município. Menos pessoas doentes custam menos à saúde pública”. Outra iniciativa é ajudar os bancos de sementes e adubos verdes por meio dos programas de apoio do Ministério da Agricultura e das empresas nacional e estadual de pesquisa agrícola (Embrapa e Emater, respectivamente).

Ela disse ainda que é preciso facilitar o acesso a câmaras frias para a conservação de produtos, sobretudo no verão, mediante o pagamento de um aluguel às prefeituras. “A perda é menor e os produtos chegam vivos às feiras e ao varejo”. A criação de pequenas indústrias de beneficiamento e a melhoria de embalagens foram outras sugestões apresentadas pela SNA em benefício dos produtores orgânicos da região serrana do Rio de Janeiro.

Edição: Vinicius Doria

http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-03-18/prejuizo-da-agricultura-organica-foi-menor-que-da-producao-convencional-na-serra-fluminense

Saiba tudo sobre os alimentos orgânicos

Os alimentos orgânicos são produtos obtidos sem a utilização de fertilizantes químicos, agrotóxicos ou hormônios artificiais - Ver Descrição / Ver Descrição
Os alimentos orgânicos são produtos obtidos sem a utilização de fertilizantes químicos, agrotóxicos ou hormônios artificiais
Foto:Ver Descrição / Ver Descrição

A venda de alimentos orgânicos cresceu 40% no país nos últimos meses, segundo o projeto Organics Brasil, que reúne empresas fabricantes e exportadoras de produtos e insumos orgânicos. O aumento no consumo destes itens segue uma tendência internacional. Os alimentos orgânicos são produtos obtidos sem a utilização de fertilizantes químicos, agrotóxicos ou hormônios artificiais.

Confira por que consumir produtos orgânicos e como escolher e armazenar os alimentos.

Motivos para consumir alimentos orgânicos:

:: Mais saudáveis
Eles evitam problemas causados pela ingestão de substâncias químicas tóxicas, pois são produzidos naturalmente;

:: Mais nutritivos
Absorvem mais os nutrientes presentes na terra;

:: Verdadeiro sabor
Seu sabor original é mantido pela ausência de produtos químicos que alteram o sabor dos alimentos;

:: Protegem as crianças
As crianças são mais vulneráveis a pesticidas e produtos químicos presentes nos alimento. Alimentando-se com produtos orgânicos isto é evitado;

:: Protegem a água
A qualidade da água potável não é afetada pela contaminação do solo , lençóis freáticos, rios e córregos;

:: Restauram a biodiversidade
Pelo uso equilibrado do solo e dos recursos naturais, preservam o meio ambiente e o ecossistema onde são produzidos;

:: Poupam energia
Fertilizantes e agrotóxicos consomem mais energia para serem produzidos, além de colaborarem na emissão de gases que aumentam a temperatura terrestre;

:: Certificação comprovada
A certificação é feita por um selo que garante ao consumidor a certeza de estar adquirindo um produto verdadeiramente orgânico.

Como escolher e armazenar orgânicos:

:: Os alimentos perecíveis, como frutas, verduras e legumes, devem ser adquiridos para consumo no dia ou no máximo para a semana. Procure escolher os produtos ainda não muito maduros;

:: Verifique se consta o selo de certificação na embalagem, o que é uma garantia de que realmente é orgânico;

:: Se tiver que escolher apenas alguns alimentos orgânicos para levar, fique com cenoura, pimentão, tomate, morango, batata e alface que, geralmente, são os mais contaminados por agrotóxicos quando produzidos de maneira convencional;

:: Depois das compras, aproveite e já deixe os alimentos limpos para serem guardados;

:: Lave cuidadosamente em água corrente e deixe de molho em solução de vinagre (2 colheres de sopa para cada litro de água) por 20 min. O vinagre também deverá ser preferencialmente orgânico.

http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?section=Segundo%20Caderno&newsID=a3243184.xml

Leite orgânico eleva renda do produtor

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A produção de leite orgânico registrada em 2010 chegou a quase 5,5 milhões de litros, o equivalente a 1% do comércio total do produto. Produzido em sistema diferente do processo habitual, representa uma fonte de renda alternativa para o agricultor. É uma variedade da bebida tradicional sem resíduos químicos a preços atrativos, porém com os mesmos valores nutritivos do convencional.

“A mudança do sistema produtivo pode ser bastante positiva, já que estudos mostram que o leite orgânico é valorizado no mercado e o preço chega a ser 50% maior do que o convencional em algumas regiões”, explica o pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), João Paulo Guimarães Soares, zootecnista da unidade Cerrados da Embrapa, no Rio de Janeiro. O valor pago pelo leite convencional é de R$ 0,80 por litro enquanto com o leite orgânico o produtor pode ser remunerado com até R$ 1,20 por litro.

A produção de leite no sistema orgânico ainda é em pequena escala (a média diária varia entre oito e dez litros). Isso acontece porque existirem poucos produtores certificados no Brasil, adequados à Lei 10.831 e à Instrução Normativa nº 64 do Ministério da Agricultura. Os custos de produção são menores, pois o produtor usa menos insumos. Esse sistema evita a utilização de máquinas agrícolas, trabalha com plantio direto e compostos orgânicos, porém, exige mão-de-obra maior e mais qualificada.

Para adotar o sistema orgânico de produção é necessário ter, no mínimo, um período de 12 meses de manejo sustentável necessários para a conversão, principalmente das pastagens. Somente depois desse período, o produto é considerado orgânico.

http://www.correiodoestado.com.br/noticias/leite-organico-eleva-renda-do-produtor_103346/

Copa do Mundo vai incentivar consumo de produtos orgânicos

Kellen Severo | Ibiúna (SP)

A Copa do Mundo de 2014 vem atraindo novos interessados na agricultura orgânica. Durante o evento, o governo pretende incentivar a venda e o consumo destes produtos. Para que haja oferta suficiente durante a Copa, entidades como o Sebrae promovem palestras no interior do Brasil. Nesta quarta, dia 23, foi a vez de Ibiúna, há 70 quilômetros da capital paulista.

Em 1998 Antônio Dias de Oliveira estava decidido a desistir da agricultura. Foi quando conheceu a produção de orgânicos e resolveu apostar. Ele começou com menos de um hectare.

O produtor tem hoje cinco hectares com plantio de orgânicos na região de Ibiúna. Além disso, há dois anos firmou parceria com outro produtor e juntos investiram mais de R$ 300 mil para construir essa área de cultivo protegido. Um detalhe interessante é que o dinheiro aplicado na nova estrutura veio da venda dos produtos orgânicos já cultivados.

– A gente sentiu que estava dando certo e viu a oportunidade – relata o produtor rural.
A demanda por produtos orgânicos deve continuar crescendo. Na Copa do Mundo de 2014 vai haver um incentivo ao consumo destes alimentos. Pensando nisso, entidades públicas e privadas vêm realizando encontros. 

É a chamada Caravana Copa Orgânica que pretende incentivar novos produtores a entrar no negócio. Vão ser visitados mais de 36 municípios, ao redor das 12 cidades escolhidas como sede da Copa do Mundo de 2014.

– O objetivo principal é visando a Copa de 2014, tem todo um trabalho sendo feito, até por exigência da Fifa e o orgânico está fortemente relacionado com a sustentabilidade e de qualidade de vida do produtor principalmente e do consumidor – explica o consultor Moacir Kretzmann.

João Luiz Brandão Martins Junior viajou mais de 120 quilômetros de Itapetininga até Ibiúna para saber mais sobre agricultura orgânica. 

– No meu caso é aumentar produtividade. Eu trabalho com banana, manter produtividade sem uso de aditivos. Se eu conseguir vou transformar tudo em agricultura orgânica – conta.
Quem já investiu não se arrepende.

– Sentimento bom e estamos acreditando cada vez mais – conclui o produtor.
Nesta quarta, dia 23, a caravana parte para Colombo, no Paraná, a 40 quilômetros de Curitiba. Produtores interessados em participar desta e das demais palestras pelo Brasil devem se inscrever no site da Caravana.

http://www.canalrural.com.br/canalrural/jsp/default.jsp?uf=2&section=Canal%20Rural&id=3218899&action=noticias

16/03/2011

A Catástrofe

   Acontecendo no mundo todo de diversas formas, as catástrofes vão destruindo tudo que encontram pela frente. É a natureza se rebelando? Talvez.
   Juntamente com as catástrofes naturais vem as doenças, a fome, a morte. Vivenciamos no Brasil há pouco tempo as chuvas que devastaram a Região Serrana e que agora atinge o Sul do país. Do outro lado do mundo temos o Japão, lutando contra uma catástrofe ainda maior, a Nuclear.
   Plantações destruídas no Brasil, solos e águas a serem contaminados no Japão. E os alimentos vem da terra! Quando a população vai entender que os alimentos vem da natureza e os danos causados à ela também nos causam danos? Ou todos nós sabemos viver de luz? Ou você também acha que o arroz vem do saquinho que vende no supermercado? Não! Ele cresce na terra.
   Em alguns dias milhares e milhares de pessoas no Japão poderão estar consumindo alimentos contaminados por elementos radioativos liberados na atmosfera pela explosão da usina nuclear de Fukushima. E quem garante que não contaminará outras partes do mundo?
   Vamos lutar por ele. Precisamos acordar para vida. Consumir conscientemente, agir sustentavelmente, apoiar a construção de energias renováveis, se contrapor às energias sujas e perigosas como a nuclear, respeitar a Mãe Natureza de onde tudo vem e para onde tudo vai. Cuide de você, mas comece pela raíz do problema.


Veja mais sobre o Japão em: http://www.decoamaral.wordpress.com/


Por Nathalia Bailoni

23/02/2011

Brasil se torna membro de painel da ONU


A ministra do meio ambiente, Izabella Teixeira (foto), aceitou o convite de Ban Ki-moon (secretário-geral da ONU) para compor o Painel de Alto Nível sobre Sustentabilidade Global.
O Brasil não foi o único novo membro, pois Barbados também passou a integrar o painel. A próxima reunião do colegiado, que será a primeira com os novos membros, está marcada para os dias 24 e 25 na Cidade do Cabo (África do Sul).

O painel foi criado em agosto de 2010 e é focado na discussão de oportunidades e desafios do desenvolvimento sustentável. Personalidades do eco-desenvolvimento se encontram lá para discutir novas ideias para nosso planeta.

O objetivo principal é discutir uma economia “verde”, com baixas emissões de carbono e capaz de erradicar a pobreza no mundo.

http://eco4planet.com/blog/2011/02/brasil-se-torna-membro-de-painel-da-onu/

20/02/2011

Cientistas criam o “super arroz”


Na década de 60, o IRRI (sigla em inglês para Instituto Internacional de Pesquisa do Arroz) criou o “arroz milagro”. Esse arroz foi responsável por multiplicar por 10 o rendimento por hectare de plantação e evitou que Índia e outros países da Ásia passassem por grandes crises de fome. Mas os tempos agora são outros e o IRRI tem uma nova missão: Desenvolver o “Super Arroz Verde”.

O novo tipo de arroz precisa ser resistente às bruscas mudanças climáticas e, de preferência, usar menos água.

“O que tentamos é criar distintas variedades de arroz que ofereçam um bom rendimento aos agricultores com um menor uso de adubo e que ainda sejam resistentes às condições ambientais desfavoráveis, como as inundações, a seca, as bactérias, as más ervas e a alta salinidade da água”, explica Jaouhar Ali, cientista do IRRI.

O cultivo de arroz consome cerca de 30% da água usada em regiões agrícolas do mundo todo, na Ásia a porcentagem chega a 80%. Ali diz que ”Para 2025 calculamos que a demanda por arroz no mundo terá aumentado 40% e ao mesmo tempo entre 15 e 20 milhões de hectares de arrozais sofrerão escassez de água”.

O IRRI já cruzou cerca de 250 variedades de grãos e também experimentou híbridos, para obter uma semente que permita colher mais arroz com menos água e sementes.
Testes ocorreram em 15 países da Ásia e da África e as sementes se saíram bem em terreno seco, inundado e com alta salinidade. Elas também se garantiram durante uma invasão de ervas prejudiciais.

O maior obstáculo para criar novas variedades de grãos pelos países em que o arroz é parte da dieta básica da população ainda é a falta de dinheiro. Por isso o instituto ganhou uma doação de US$ 18 milhões da Fundação Bill e Melinda Gates, do fundador da Microsoft.
Caso você esteja pensando que o super arroz é feito por modificações genéticas artificiais, fique tranquilo pois ele é resultado de dezenas de cruzamento de espécies diferentes de arroz de todo o planeta para, dessa forma, ser criada uma nova mais forte. Como Mendel fez com suas ervilhas, sabe?
Jaouhar Ali lembra que o objetivo não é criar uma variedade nova, mas adaptar as mais consumidas em cada zona do mundo para as novas condições ambientais que o grão vai enfrentar sem mudar o tempo da colheita e sem fazer o arroz ficar com qualidade inferior. Ali diz que ”Temos que nos adaptar ao gosto de cada país porque o arroz que se consome no Vietnã não é igual ao que comem no Sri Lanka” (e com certeza é diferente do nosso também).

Por conta dos bons resultados durante os testes, os pesquisadores devem distribuir o arroz para 20 milhões de pequenos agricultores em um prazo de quatro a dez anos.

Isso deve render um aumento de 13 milhões de toneladas por colheita de arroz, gerando US$ 2,6 bilhões adicionais para esse setor.

http://eco4planet.com/blog/2011/02/cientistas-criam-o-super-arroz/

Programa Mata Viva promove sustentabilidade na agricultura


O Programa de Adequação e Educação Ambiental Mata Viva está contribuindo para a sustentabilidade na agricultura no Brasil. Desenvolvido pela BASF, sob a gestão estratégica da Fundação Espaço ECO (FEE), os agentes do programa diagnosticaram mais de 5.000 hectares em 28 propriedades agrícolas durante 2010. A ação foi realizada em parceria com nove cooperativas agrícolas e clientes da unidade de Proteção de Cultivos da BASF de todo Brasil.

Desde 2008, o projeto já plantou cerca de 360 mil mudas, o que corresponde a uma área aproximada de 215 campos de futebol readequados ambientalmente. A perspectiva é de que, até abril deste ano, mais 300.000 mudas de espécies nativas sejam plantadas atingindo um total de 650.000 unidades, aumentando a área revitalizada em 180 campos de futebol.  

“A BASF e a FEE atuam para auxiliar os produtores na adequação ambiental de acordo com a legislação. As cooperativas agrícolas se destacam no empenho em participar do Programa Mata Viva, no que se refere ao reflorestamento, e posicionar o Brasil como um país forte na agricultura e preocupado com o meio ambiente”, elogia o gerente de Stewardship da Unidade de Proteção de Cultivos da BASF, Vinícius Ferreira Carvalho. As cooperativas dos Cafeicultores e Citricultores de São Paulo (Coopercitrus) e Regional de Cafeicultores de Guaxupé (Cooxupé), por exemplo,  revitalizaram, apenas em 2010, áreas em suas respectivas regiões que somadas correspondem a 37 hectares plantados com 62.000 mudas.    
 
Dentro do Programa, o Teatro Mata Viva levou conhecimento sobre sustentabilidade e atitudes responsáveis  a 13.000 crianças, somente no ano de 2010. “As atividades são uma forma de despertar nas crianças a consciência ambiental, para que elas tenham uma postura ativa diante das questões ligadas ao tema. Elas são como pequenos agentes multiplicadores, e podem tomar, desde cedo, decisões mais responsáveis e promover a sustentabilidade”, enfatiza Carvalho.  

As crianças que participam do Programa têm entre 9 e 10 anos e cursam o quinto ano (antiga 4ª. série) do ensino fundamental. A programação inclui peça de teatro e atividades lúdicas. O Programa também oferece palestras sobre temas relativos ao meio ambiente para os adultos. Ao todo, 80 entidades públicas e privadas, em comunidades ligadas ao agronegócio de seis importantes regiões agrícolas do Brasil, foram beneficiadas.  

Outra iniciativa de educação ambiental do Mata Viva é o Atlas Ambiental, que foi lançado recentemente na rede pública de ensino de Campo Mourão, no Paraná, e contempla 5.000 alunos do sexto ao nono ano do ensino fundamental do município e região. Em 2011 esse projeto será expandido para mais dois municípios paranaenses. O material tem infográficos tridimensionais, mapas e imagens exclusivas de satélite e foi incluído oficialmente na grade curricular dos estudantes da rede pública de ensino do município. O projeto já está na segunda etapa na cidade de Bebedouro (SP), primeiro a contar com o Atlas Ambiental nas salas de aula. No interior paulista, mais de 6.000 alunos contaram com o apoio do material.   

O Programa Mata Viva nasceu há 26 anos, quando a BASF iniciou a restauração de 128 hectares de Mata Atlântica em um trecho de quatro quilômetros da margem direita do Rio Paraíba do Sul, na fábrica da empresa em Guaratinguetá. A partir de 2005, com a criação da Fundação Espaço ECO, o Mata Viva foi ampliado e começou a beneficiar diretamente agricultores e comunidades agrícolas.

http://revistamazonia.blogspot.com/2011/02/programa-mata-viva-promove.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+BlogDaAmazonia+%28Blog+da+Amazonia%29

FAO propõe sistemas para produzir alimentos e energia



A FAO Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação lançou ontem (18/02/11) o relatório Fazendo Sistemas Integrados de Alimentos e Energia Trabalharem pelas Pessoas e pelo Clima*. O estudo se baseou em situações vivenciadas na África, na Ásia e na América Latina e em alguns países desenvolvidos, com o intuito de atender principalmente à demanda das comunidades rurais pobres e propor alternativas de redução de GEES Gases de Efeito Estufa.

Alguns dos exemplos citados são usar sobras de cultivos de arroz para a produção de bioenergia ou restos de árvores frutíferas. Mais uma proposta apresentada é que se produza biogás, para evitar o consumo de combustíveis fósseis e fertilizantes químicos. Um dos países que já utiliza o mecanismo é a República Democrática do Congo. 

Trabalhadoras rurais de nove Estados da Amazônia participam de formação para fortalecimento de experiências produtivas

Cerca de 70 mulheres trabalhadoras rurais de nove Estados da Amazônia reúnem-se, a partir desta segunda-feira (21), no município de Benevides, para compartilhar formas de enfrentar dificuldades ao gerir seus empreendimentos, e trocar experiências e saberes umas com as outras. 


São mulheres quilombolas, negras, indígenas - atuando como artesãs, pescadoras,
agricultoras, extrativistas, entre outras - que estarão no 2º módulo do Programa de Formação para Fortalecimento de Iniciativas Empreendedoras de Mulheres Rurais da Amazônia: construindo, integrando e disseminando saberes em agroecologia. A iniciativa, promovida pela Rede de Mulheres Empreendedoras Rurais da Amazônia (Rmera), segue até o dia 25 de fevereiro.



http://revistamazonia.blogspot.com/2011/02/trabalhadoras-rurais-de-nove-estados-da.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+BlogDaAmazonia+%28Blog+da+Amazonia%29

07/02/2011

Preço da terra bate recorde no Brasil

 
As terras mais valiosas do país estão no sul, onde houve alta de até 92,3% de janeiro a dezembro de 2010, e no sudeste
 
De carona não só no aumento dos preços dos alimentos, que atingiram em janeiro as maiores cotações em 21 anos no mundo, o valor das terras no Brasil disparou. No fim de 2010, o preço médio da terra alcançou níveis recordes e a maior valorização anual desde 2008, revela pesquisa Informa Economics / FNP.

No sudeste, nordeste e norte, o preço do hectare chegou a dobrar em algumas
regiões entre janeiro e dezembro de 2010. Em áreas do sul do país, houve alta de até 92,3% no mesmo período, como nas terras de pastagens de Cerro Azul (PR). A maior variação ocorreu em Aripuanã (MT), no centro-oeste. Lá a cotação do hectare de mata de difícil acesso, destinada a reserva florestal, subiu 105,6%, de R$ 170 para R$ 350 por hectare.

Mas as terras mais valiosas do país estão no sul e sudeste, regiões dotadas
de melhor infraestrutura. Quem liderou o ranking das terras mais caras em 2010 foram as várzeas para arroz em Rio do Sul (SC). O hectare fechou o ano valendo R$ 43 mil, alta de 23% em 12 meses. Na sequência, estão Ribeirão Preto e Sertãozinho (SP), onde um hectare custava em dezembro de 2010 R$ 24 mil, com alta de 20% em um ano.

O levantamento, que mapeou os preços à vista de negócios fechados em 133
microrregiões do Brasil, mostra que o movimento de alta de preços das terras em 2010 foi generalizado: de áreas de mata e pastagem às terras roxas para café, cana e grãos.

Na média do país, o preço de um hectare atingiu no último bimestre de 2010
R$ 5.017, com alta de 9,1% em relação a janeiro de 2010, índice que é quase o dobro do registrado em 2009 (5%). Descontada a inflação oficial de 2010, de 5,91%, o aumento real do preço da terra foi de 3,2%.
 Agência Estado
 

06/02/2011

Em 2025 o mundo com sede

"Água pra beber, água pra limpar, água pra banhar, água pra irrigar... controle seu desperdício, senão além de morrermos de sede também podemos morrer de fome, afinal quem é que vai refrescar nossas plantações? Ou você também acha que a comida vem do saquinho do supermercado?"



Dois terços da população mundial em 2025 não terão acesso à água potável se nada for feito para evitar a escassez

A natureza pode ser irônica quando responde às agressões causadas pelo
homem. Exemplo disso é a relação da humanidade com a água, o líquido mais abundante da Terra. Tratamos tão mal nosso planeta que acabamos nos colocando numa realidade catastrófica, de dupla face: ao mesmo tempo que corremos o risco de afogar nossas cidades sob a água salgada do mar, padecemos da falta de água doce.

De um lado, está o aquecimento global, com o conseqüente derretimento das
geleiras e a elevação do nível dos mares, que ameaça desalojar bilhões de habitantes das zonas litorâneas. De outro, há o esgotamento das reservas de água potável do planeta. Em outras palavras, estamos chegando à mesma situação extrema de um náufrago, que se vê com água por todos os lados, mas sem nenhuma gota para beber.

Relatórios da Organização das Nações Unidas (ONU) repetem o diagnóstico cada
vez mais alarmante: mais de 1 bilhão de pessoas - o equivalente a 18% da população mundial - não têm acesso a uma quantidade mínima aceitável de água potável, ou seja, água segura para uso humano. Se nada mudar no padrão de consumo, dois terços da população do planeta em 2025 - 5,5 bilhões de pessoas - poderão não ter acesso à água limpa. E, em 2050, apenas um quarto da humanidade vai dispor de água para satisfazer suas necessidades básicas.

A escassez de água não ameaça apenas com a sede. Traz a morte na forma de
doenças. Segundo a ONU, 1,7 bilhão de pessoas não têm acesso a sistemas de saneamento básico e 2,2 milhões morrem a cada ano em todo o mundo por consumir água contaminada e contrair doenças como diarréia e malária.

A água potável é um bem raro por natureza. Quase 97,5% da água que cobre a
superfície da Terra é salgada. Dos restantes 2,5%, dois terços estão em estado sólido, nas geleiras e calotas polares - de difícil aproveitamento. A maior parte da água em estado líquido encontra-se no subterrâneo. Lagos, rios e lençóis freáticos menos profundos são apenas 0,26% de toda a água potável.

É dessa pequena fração que toda a humanidade (e boa parte da flora e fauna)
depende para sobreviver. É claro que, a princípio, fontes não deveriam esgotar-se, com o ciclo da água garantindo a permanente renovação do volume de rios, lagos e lençóis freáticos por meio das chuvas, originadas pela evaporação dos mares. A água está em eterna reciclagem, há bilhões de anos. A questão é o descompasso entre o tempo necessário para essa renovação e o ritmo em que exploramos os recursos hídricos.

DESEQUILÍBRIO


O primeiro problema é o desequilíbrio na distribuição - um desequilíbrio que começa pela geografia física e segue pela economia. Alguns países têm muito mais água do que sua população necessita. É o caso do Canadá, da Islândia e do Brasil. Outros são situados em regiões extremamente secas, como o norte da África, o Oriente Médio e o norte da China.

Como resultado dessa má distribuição, um canadense pode gastar até 600
 
litros de água por dia, enquanto um africano dispõe de menos de 30 litros para beber, cozinhar, fazer a higiene, limpar a casa, irrigar a plantação e sustentar os rebanhos.

As populações que habitam as áreas mais áridas da Terra vivem o que se chama
"estresse hídrico", uma reunião de fatores ambientais, como falta de chuvas, e socioeconômicos, como crescimento demográfico alto, que resulta em gente demais para água de menos.

Casca de banana pode ser usada para limpar água contaminada por metais pesados

"Mais uma ótima idéia que incentivará o crescimento da Nutrição Sustentável. Desperdiçar casca de banana? Jamais! Já sabemos que ela é ingrediente para bolos, bifes e etc, agora também serve para despoluir rios. Muito bem pesquisadores."

Milena Boniolo, doutoranda em química pela Universidade Federal de São Carlos (Ufscar) desenvolveu uma maneira barata e ecologicamente correta de retirar os metais pesados que contaminam muitas águas. A única matéria-prima usada no processo é a casca de banana, que após um pequeno tratamento pode substituir diversos produtos químicos.
 
A inspiração de Milena foi o desperdício das cascas de banana, segundo ela, somente na capital paulista, os restaurantes descartam semanalmente quatro toneladas do material. Além disso, os resíduos orgânicos também são jogados fora inadequadamente por empresas e famílias.
 
A busca por diferentes estratégias de despoluição da água é uma constante na vida da pesquisadora. Porém, os métodos testados anteriormente eram caros e mais complicados, fator que dificultava a sua aplicação em pequenas indústrias.
 
Com o uso das cascas de banana esse problema pode estar com os dias contados. Por ter pouco interesse comercial, a matéria-prima é concedida gratuitamente por diversas empresas. A transformação da casca em pó é simples e não necessita de tecnologias avançadas, basta deixá-las expostas ao sol por aproximadamente uma semana, até que elas sequem e possam ser trituradas. Feito isso, os resíduos passam por uma peneira especial para que as partículas tenham tamanho uniforme e assim estão prontas para o uso.
 
O pó é despejado na água poluída e, por estarem carregadas de moléculas negativas, atraem os metais pesados, que são naturalmente carregados positivamente.
 
O trabalho é feito sem gastos desnecessários com energia e o resultado é um índice de descontaminação de aproximadamente 65%. Isso significa que se a água passar por esse processo mais vezes a descontaminação pode ser ainda maior.
 
Os testes foram feitos com urânio, porém se mostram efetivos também com outros metais como cádmio, chumbo e níquel. Para limpar cem mililitros de água é preciso de cinco miligramas do pó feito da casca de banana.

O resultado da pesquisa feita por Milena Boniolo foi apresentado em sua dissertação de mestrado no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen). A pesquisadora tem convites para apresentar sua ideia no Brasil e no exterior. Apesar disso, ela explica que ainda precisa encontrar parceiros para que o produto possa ser feito e utilizado em grande escala.