Nutrição Sustentável


Nutrição Sustentável - Para uma saúde verdadeira

27/10/2010

E o mundo contra a fome?


O Mundo
A China também fez progressos impressionantes e cumpriu suas obrigações em relação ao primeiro dos Objetivos do Milênio antes do tempo. Gana reduziu os níveis de fome em 75% entre 1990 e 2004. No Vietnã, a taxa de crianças abaixo do peso caiu de quase 45% no início da década de 1990 para menos de 20% hoje. Da mesma forma, Malaui também colocou um fim decisivo aos anos de fome recorrente, reduzindo o número de pessoas necessitadas de 4,5 milhões em 2004 para menos de 150 mil em 2009.
Embora haja motivos para comemorar, o estudo traz conclusões alarmantes e que pedem ações urgentes em 20 dos 28 países em desenvolvimento estudados. A Índia, celebrada pelo sucesso entre as economias emergentes, tem uma em cada cinco pessoas com fome, além de 50% das crianças desnutridas. O Paquistão viu, de 1990 para cá, a proporção da fome crescer de uma pessoa em cada quatro para uma em cada duas.  A República Democrática do Congo tem o pior desempenho: 76% da população passam fome, percentual quatro vezes maior que o registrado na década de 90. Segundo projeções da ActionAid, Senegal e Quênia só cumprirão suas metas em 2124 e 2060, respectivamente!
Mesmo antes de a crise financeira e alimentar ter empurrado a fome para um nível sem precedentes, a desnutrição foi a causa de cerca de 4,5 milhões de mortes infantis a cada ano. Mais de 1,2 milhão de crianças podem morrer desnecessariamente entre hoje e 2015.  Além da perda de vidas, a fome também produz prejuízos invisíveis e permanentes de potencial humano. A fome na infância reduz em 20% os ganhos salariais de uma pessoa afetada pela desnutrição ao longo da vida, o que diminui a produção econômica global.
A ActionAid estima que o não cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio custe aos países em desenvolvimento cerca de 450 bilhões de dólares por ano em perda de PIB. Esta estimativa foi calculada a partir de pesquisa comparativa da ONU em paises da América Central sobre  perdas  2% e 12% do PIB causadas por morte infantil e repetência escolar. Esse cálculo foi projetado sobre as regiões mais pobres do planeta, como a África Subasaariana e paises em desenvolvimento da Ásia, chegando ao valor aproximado de 450 bilhoes de dólares.Este montante é dez vezes maior do que o valor que a ONU considera suficiente para atingir o objetivo.

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