Nutrição Sustentável


Nutrição Sustentável - Para uma saúde verdadeira

23/11/2010

Pense!

Os humanos têm um imenso impacto na Terra. Há tantos de nós, e cada indivíduo usa tanta energia e tantos recursos, que nossas atividades influenciam virtualmente tudo na Natureza. A maior parte da superfície terrestre e, crescentemente, dos oceanos, tem passado ao controle direto da humanidade. Virtualmente todas as áreas com latitudes temperadas que são adequadas para agricultura foram colocadas sob o arado ou cercadas. Em todo o mundo, completos 35% da área terrestre são usados para plantações ou pastos permanentes; incontáveis hectares adicionais são pastados por criações. As florestas tropicais estão sendo derrubadas a uma taxa alarmante de 17 milhões de hectares por ano (quase 2% das florestas primárias remanescentes). As regiões subtropicais semi-áridas, particularmente da África subsaariana, foram transformadas em desertos pela sobrepastagem e coleta de madeira para fogo. Os rios e os lagos estão pessimamente poluídos em muitas partes do mundo. Nossa atmosfera exala gases produzidos pelas indústrias químicas e pela queima de combustíveis fósseis.
            Estamos sujando nosso ninho, e ainda estamos correndo para explorar muito do que resta para ser tirado. Se não interrompida, esta deterioração ambiental levará a um  declínio da qualidade de vida para todos os habitantes humanos da Terra, como já aconteceu para muitos. Os animais e as plantas com os quais compartilhamos este planeta, e dos quais dependemos para muitos tipos de sustento, estão sentindo o impacto da população humana ainda mais. Eles têm sido expulsos conforme tomamos terras e águas para nosso espaço de vida e para produção de nossos alimentos. Envenenamos seus ambientes com nossos dejetos. Espécies inteiras têm sucumbido à destruiç~são de habitats, à caça e as outras formas de perseguição.
            Esta deterioração não precisa continuar. Os humanos podem viver num mundo limpo e sustentável, mas somente dando suporte para que nossa própria população entre em equilíbrio com a preservação de outras espécies e com os processos ecológicos que nos nutrem. A legislação em muitos países tem conduzido a um ar e água mais limpos, a um uso mais eficiente da energia e dos recursos materiais e a um resgate de espécies ameaçadas de um declínio adicional.

Trecho retirado do livro: Ricklefs, R.A economia da natureza. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003.

Se em 2003 já se falava assim do meio ambiente, imagine agora.
Vamos estimular o movimento agroecológico, os pequenos agricultores, defensores da terra e dos seres que ela habita.
Vamos lutar contra a agricultura convencional que tanto suja, gera desemprego, faz mal à saúde e deteriora a natureza.
Vamos poupar os seres polinizadores que nada tem a ver com os venenos dos cultivos.
Precisamos combater este mal ou vamos esperar acontecer a “Primavera silenciosa”, como Rachel Carson advertiu há anos, quando nenhum pássaro restaria para cantar!!!???

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